1.4.20

Tag da Mentira


Hoje é o Dia da Mentira e por isso, trouxe uma tag bem apropriada para a ocasião. 

Vamos conferir?

1-Eu mentiria se dissesse que amei a série do início ao fim: 
Quase nenhuma série consegue nos envolver na mesma proporção com todos os livros. Recentemente eu concluí a série Todo Dia (David Levithan) e confesso que o último volume me deixou um pouquinho desapontada. O primeiro livro nos conta a história de A, um ser que acorda em um corpo diferente todos os dias. Um dia, A acorda no corpo de Justin, namorado da Rhiannon e se apaixona por ela. O primeiro livro é intenso e refletimos muito sobre nossos preconceitos sobre o que as pessoas aparentam ser. O segundo volume traz a mesma história do primeiro sob o ponto de vista da Rhiannon e entendemos como foi para ela se envolver com alguém tão diferente assim. O terceiro livro veio para concluir este romance controverso e repetiu muitas situações dos dois primeiros, com o agravante de inserir personagens que não foram desenvolvidos plenamente porque só chegaram na história ali. Amo o autor e sigo amando os dois primeiros livros, mas confesso que esperava mais desta conclusão.

2-Eu mentiria se dissesse que esse protagonista é um dos melhores que eu já li:
Ano passado foi a vez da autora Taylor Jenkins Reid conquistar o coração dos leitores e um dos livros responsáveis foi o Daisy Jones & The Six, livro muito original e bem escrito, com personagens maravilhosos, porém a protagonista do livro me deixou muito irritada com sua irresponsabilidade e inconsequência. O livro nos traz uma cantora muito talentosa, Daisy e uma banda de rock formada pelos amigos Billy, Graham, Eddie, Karen, Warren e Pete, os The Six. O enredo começa e se desenvolve em forma de documentário e entendemos que a banda já encerrou seus trabalhos há muito tempo e na atualidade alguém entrevista cada pessoa separada e tenta entender porque a banda acabou, uma vez que foi um fenômeno absurdo nos anos 70, deixando uma legião de fãs após o término. Daisy é uma garota privilegiada com acesso a tudo de melhor que o dinheiro pode dar, porém seus pais são extremamente ausentes ao ponto de nem perceberem que aos 15 anos ela nem mora mais na mesma casa que eles. Ela é impulsiva, talentosa e maravilhosamente linda, sempre descrita pelos demais componentes como uma mulher forte e inesquecível. Mas além disso, é uma cantora excepcional e compositora apaixonada. Em um dado momento do início da sua carreira, grava uma canção com a banda The Six e essa música arrebata o mundo inteiro, fazendo com que todos queiram que Daisy se junte ao grupo, o que acontece e os leva a um sucesso jamais imaginado. O livro é excelente, mas a protagonista me deixou irritadíssima.

3-Eu mentiria se dissesse que morro de vontade de ler esse autor:
Minha intimidade com os livros de suspense e mistério tem aumentado discretamente e um dos autores muito mencionados neste gênero é o Charlie Donlea. Sempre leio resenhas muito elogiosas para seus enredos e ainda assim, tenho adiado conhecer sua escrita por pura falta de interesse. Mas quem é Charlie Donlea? Ele vive em Chicago com sua esposa e dois filhos. Um de seus hobbies é pescar em lugares praticamente desertos do Canadá. Essas viagens por estradas paradisíacas inspiraram o cenário para o seu livro de estreia. Ávido leitor, é também apaixonado. Quando decidiu escrever seu primeiro livro, ele se preparou para produzir algo como tudo o que gosta de encontrar nos seus filmes e livros prediletos: uma história capaz de deixar o leitor refletindo sobre ela por muito tempo. Alguns de seus livros publicados são:
Deixada Para Trás
Uma Mulher Na Escuridão
A Garota do Lago

4-Eu mentiria se dissesse que o livro me surpreendeu: 
Primeiro preciso deixar claro que amo o livro e adorei a leitura, mas na metade eu já sabia quem era o(a) culpado(a). O livro Mulher na Janela nos traz a Anna Fox, que mora em uma excelente casa em um bairro privilegiado. Anna mora sozinha, embora sempre mencione o marido e a filha. Já nos primeiros parágrafos percebemos que ela nunca sai de casa. Após algum trauma, se mantém reclusa, movimentando suas horas com algumas atividades como jogar xadrez na internet ou conversar com pessoas que também sofrem com medo de lugares abertos. Alguns profissionais como a fisioterapeuta e o psiquiatra visitam Anna, ou seja, ela não é uma mulher sozinha, ainda que não coloque os pés para fora de casa. Além dessas atividades, Anna passa o dia acompanhada de muitas taças de vinho que somadas aos remédios que toma para amenizar os sintomas de seus traumas, acabam deixando-a confusa e ansiosa. Anna está sempre de olho na vida dos vizinhos e sua curiosidade ganha força quando a família Russell, composta por mãe, pai e filho se muda para uma casa próxima a dela. Anna acompanha a chegada da família e é a única testemunha de um crime que acontece naquela casa. Porém, ao chamar pela polícia e pedir ajuda, Anna percebe que talvez as coisas não tenham sido como ela viu e embora tenha suas certezas, as situações ao seu redor começam a confundi-la intensamente.

5-Eu mentiria se dissesse que lerei esse livro novamente: 
Eu amo esse livro e ele e o meu favorito do autor, mas não leria novamente por dois motivos: primeiro porque o livro é imenso e é necessário tempo e demanda de energia para investir nesta leitura que eu realmente não me vejo tendo outra vez. O segundo motivo é porque foi uma leitura tão carinhosa e que me marcou tão positivamente nos aspectos da amizade e lealdade do enredo que tenho medo deste efeito não ser o mesmo em uma releitura. Durante as férias escolares de 1958 em Derry, pacata cidadezinha do Maine, Bill, Richie, Stan, Mike, Eddie, Ben e Beverly aprenderam o real sentido da amizade, do amor, da confiança e... do medo. O mais profundo e tenebroso medo. Naquele verão, eles enfrentaram pela primeira vez a Coisa, um ser sobrenatural e maligno que deixou terríveis marcas de sangue em Derry. Quase trinta anos depois, os amigos voltam a se encontrar. Uma nova onda de terror tomou a pequena cidade. Mike Hanlon, o único que permanece em Derry, dá o sinal. Todos precisam unir forças novamente, pois a Coisa volta a atacar e eles devem cumprir a promessa selada com sangue que fizeram quando crianças, já que só eles têm a chave do enigma e sabem o que se esconde nas entranhas de Derry. O tempo é curto, mas somente eles podem vencer a Coisa. Em 'It - A Coisa', clássico de Stephen King em nova edição, os amigos irão até o fim, mesmo que isso signifique ultrapassar os próprios limites.

6-Eu mentiria se dissesse que cansei desse gênero: 
Eu tenho me aventurado em outros gêneros fora da minha zona de conforto literário, mas ainda assim, não cansei do gênero que mais amo que é o romance com drama. Adoro livros que tragam histórias de amor e além disso, tenham bons motivos para me levar às lágrimas. 

7-Eu mentiria se dissesse que não quero essa adaptação: 
Nessa onda dos sucessos de “Bohemian Rhapsody” e “Rocketman”, filmes que contam as histórias de Freddy Mercury e Elton John respectivamente, não consigo parar de desejar uma adaptação do livro Eu, do meu ídolo Ricky Martin. Ricky foi o grande responsável por levar a música latina ao mundo inteiro e mesmo sendo extremamente parcial, acredito que a história de sua vida em uma produção caprichada e responsável poderia se transformar em um filme maravilhoso. Além da carreira artística dele, temos ainda a questão da Fundação Ricky Martin que luta contra o tráfico humano e exploração infantil, mas grande parte do mundo desconhece esse trabalho. Sou uma fã apaixonada que se permite sonhar, por isso queria muito um filme dele. Não faço a menor ideia de quem poderia interpretar o Ricky no cinema, mas, ainda assim, sigo desejando.

Essas são as minhas possíveis mentiras literárias e quero saber quais são as suas. Deixe nos comentários quais seriam as suas respostas para estas hipóteses.

Beijos

8 comentários:

  1. Amei todas as possíveis mentiras!!!

    ResponderExcluir
  2. Olá, tudo bem? Eita que estou um pouco chocada com Daisy Jones & The Six estar na resposta da TAG. Só vi tanto elogios para a obra, que achava que ela seria perfeita haha bom saber que podemos ter algo nem tão minucioso. Também não me canso de romance com dramas, e com certeza é um dos meus gêneros favoritos. Adorei as suas respostas, e quero já responder a TAG no blog!
    Beijos

    ResponderExcluir
  3. Oie, tudo bem? Eu adoro tags, e não conhecia essa... achei bem interessante... Eu adorei o livro todo dia, mas n sabia que era uma série. Já ouvi falar super bem do livro Daisy... mas não sei se o tema me interessa tanto. Surpreenda-se... já li IT 3 vezes e pretendo reler ainda... rs.

    ;)
    Profissão: Leitora
    Nelmaliana Oliveira

    ResponderExcluir
  4. Oi Ivi, tudo bem ?
    Eu achei a idéia da TAG muito criativa, não conhecia e achei bem legal. A série Outro Dia, eu não sabia que era série. O IT eu nao leria de jeito nenhum, tenho medo hahahaha.
    Daisy Jones eu tenho curiosidade em ler, mas ao mesmo tempo não sei, me causa dúvidas.
    Beijos.
    www.estilo-gisele.blogspot.com.br

    ResponderExcluir
  5. Oi, Ivi.
    Eu adorei a TAG e me diverti com suas respostas. Só fiquei chocada em saber que não se anima a ler os livros do Donlea! São ótimos, menina!! Rs... E ele é uma graça de pessoa!! Rs...
    beijos
    Camis - blog Leitora Compulsiva

    ResponderExcluir
  6. Oi, Ivy! Eu gosto muito de TAGs, fazia um tempo que não via uma. rsrs
    Gostei das suas respostas, dos livros mencionados, não li nenhum pra opinar melhor, mas acho que se eu lesse It, não leria de novo também. rsrs
    Bjos
    Lucy - Por essas páginas

    ResponderExcluir
  7. Amei a tag! Já a tinha visto por aí, mas nem lembro se a respondi em algum momento.

    Eu já li A Mulher na Janela, mas ao contrário de você, me decepcionei muito com a história.

    ResponderExcluir
  8. Que TAG mais divertida hahha dá pra inovar demais nas respostas, amei demais! Eu jamais vou me cansar de romance com drama, de verdade, é meu genero favorito de todos! Muitos dos titulos listados por voce eu ainda não li mas morro de curiosidade! Dicas super anotadas.

    ResponderExcluir