27.10.17

Assisti Mas Não Li #3 Azul é a Cor Mais Quente


Oi gente que ama livros, hoje vamos conversar sobre uma Grafic Novel muito amada que eu não li, mas que assisti ao filme: Azul é a Cor Mais Quente.

A primeira vez que ouvi falar no livro foi assistindo uma resenha do filme e na resenha o youtuber comentava que era uma adaptação de um livro. O filme não me chamou muito a atenção – filme francês não é o meu forte – mas fiquei curiosa para ler, porém, quando procurei para comprar, estava muito caro e eu acabei desistindo.

Esse título voltou a minha vida tem uns 3 meses quando um colega de trabalho comentou sobre o filme e então decidi assistir já que ler o livro era mais difícil.

O filme traz Adèle, interpretada pela atriz Adèle Exarchopoulos. Uma garota de 15 anos que divide sua rotina entre completar o ensino médio e dar aulas de francês para crianças. Determinado dia, ela conhece Emma, na pele da Léa Seydoux, uma artista plástica de cabelos azuis. As duas começam a se conhecer e dão início a um relacionamento intenso.


O filme é bem longo, com quase três horas de história, que nos ajudam a conhecer detalhadamente a protagonista. Quando Adèle conhece Emma, nós já temos uma boa ideia da fase de vida em que ela se encontra: sem saber o que quer, ela faz aquilo que se espera de uma garota de 15 anos, conversa com as amigas, flerta com garotos, até o dia em que conhece algo novo.

Uma coisa bem pontuada na produção é a diferença de classes, tema recorrente na cinematografia do diretor Abdellatif Kechiche, Enquanto Emma é fruto de uma família de intelectuais e sonha em ser uma artista, Adèle possui pais mais simples, que não dispensam uma boa macarronada e são objetivos na hora de pensar no futuro. O diretor levanta vários temas, mas não perde tempo transformando qualquer um deles em um impedimento para a relação.

Na minha opinião, o filme tem muitas cenas sensuais. Sério, é bastante mesmo e isso pode incomodar muitos expectadores. Ouvi até dizer que as atrizes se sentiram constrangidas nos sets de gravação por causa das constantes repetições que a produção exigia. Mas isso não tira a beleza da história. Embora o diretor tenha feito muitas adaptações no enredo, é inegável a influência da obra original no filme, principalmente na fotografia da obra. O azul não está só no título brasileiro ou nos cabelos de Emma. A cor está presente durante todo o trabalho, seja nos figurinos, principalmente de Adèle, seja nos próprios ambientes, que parecem debaixo de um filtro azul.


La Vie d'Adèle – no original – é construído através das atuações de Adèle Exarchopoulos e Léa Seydoux. Elas brilham tanto que foram consideradas coautoras pelo júri de Cannes e acabaram levando a Palma de Ouro ao lado do diretor, o que não foi nenhum exagero. Elas se entregam de corpo e alma ao longa, e protagonizam no mínimo duas cenas memoráveis: a cena em que brigam e a sequência num café.

Não se trata de um filme panfletário sobre um relacionamento homoafetivo. E por causa disso acaba marcando ainda mais o espectador. O relacionamento das duas é construído de forma muito delicada e inteligente. Um filme que mostra a força do amor, seja para construir, seja para destruir. Que mostra as maravilhas, as incertezas e as dificuldades de uma juventude que não sabe o que quer, mas que ao mesmo tempo quer tudo.

É um filme que vale a pena ser assistido e por causa disso, quero muito ainda poder ler a obra original.


Agora quero saber de você se vocês já assistiram ao filme ou se leram o livro. Vou adorar conferir as impressões de vocês.

Beijos

10 comentários:

  1. Oi Ivi
    Eu já vi o filme e quero muito ler a GN. Eu adoro filmes franceses. Achei esse bem intenso. Também achei que ele tem muitas cenas sexuais e parece que tudo isso foi feito pensando em atrair público masculino.

    Vidas em Preto e Branco

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  2. Oi Ivi!

    Eu já assisti o filme também e gostei. As 3h horas fooram um problema e tive que assistir em dois dias, rsrs. ao contrário de você, gosto bastante de longas franceses - seus filmes são únicos!
    Achei as duas atrizes muito bem, principalmente a Léa Seydoux. Eu não achei a atuação da Adèle tão forte assim - muitas vezes achei ela forçada.
    E não me incomodei tanto com as cenas sexuais. Acho que ela complementa a obra e quem vai assistir, já sabe que elas vão estar lá...
    Bjss

    http://umolhardeestrangeiro.blogspot.com.br/

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  3. Olá,
    eu ainda não li e nem assisti, mas vejo muita gente falando muito bem. Não sabia que havia sido premiado, achei interessante.
    As cenas mais picantes não me incomodam, desde que façam sentido ao contexto.
    Pretendo assistir em breve.
    Beijos
    www.estilo-gisele.blogspot.com.br

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  4. Oi Ivi
    Acredita que até agora eu não sabia que esse filme era a adaptação de um livro? Eu tentei assistir o filme mas confesso que não tive paciência de ver até o final pois achei muito parado e o excesso de cenas sensuais também contribuiu um pouco. Mas agora sabendo que existe o livro talvez eu consiga saber a historia até o fim na leitura. Pois tenho mais facilidade em né prender dentro de um livro do que na frente da Tv.
    bj

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  5. Oi, Ivi!
    Já tinha ouvido falar por cima desse filme. Também não sou fã de filmes franceses.
    Mas tenho curiosidade de ler o quadrinho e assistir ao filme. Também ouvi falar que a as atrizes ficaram constrangidas nas cenas mais sensuais. Ainda assim pretendo assistir algum dia. ^^
    Beijão!
    http://www.lagarota.com.br/
    http://www.asmeninasqueleemlivros.com/

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  6. Oi Ivi,
    já i o livro por ai, mas não fazia ideia de que ele havia sido adaptado. Nunca assisti nada com essa temática e embora deseje fazê-lo em algum momento não creio que começarei por ele, quero algo diferente por hora e talvez eu dê um conferida na HQ se tiver a oportunidade.

    Abraços!
    Nosso Mundo Literário

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  7. Oi!
    Ainda não conhecia esse filme (acho que até já vi o nome dele por aí mas nunca tinha tido vontade de assistir)
    Mas achei muito interessante ter um GN inspirada no filme.
    Gostei da sua crítica ao filme e sinceramente estou pensando mto em assistir agora, quando eu ver passando na TV vou parar para assistir e depois conto o que achei

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  8. Oiee Ivi ^^
    Eu sempre quis ler o livro, mas parece que o preço dele nunca abaixa, né? Cheguei a ver o filme tem uns 4 anos já, e quando assisti não consegui gostar muito das personagens, principalmente quando o relacionamento delas começa a desandar. Mas acho que me sentiria diferente se o visse hoje, considerando que amadureci...haha'
    MilkMilks ♥
    http://shakedepalavras.blogspot.com.br

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  9. Oi.
    Ainda não li o livro nem assisti ao filme, mas já ouvi falar por alto.
    Fico em dúvida se é uma obra que eu gostaria de conferir, por isso acho que também assistiria ao filme primeiro.
    Beijos.

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  10. Oi, Ivi

    Eu assisti ao filme assim que ele entrou no catálogo da Netflix. Realmente é uma produção bem longa e eu me senti constrangida em alguns momentos (e olha que eu estava assistindo sozinha), mas curti o filmr no geral!

    Beijos
    - Beijos
    http://www.meuepilogo.com

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