Livros Pelo Mundo Book Tag

quarta-feira, 16 de setembro de 2020


Oi gente que ama livros, hoje venho com a Livros Pelo Mundo Book Tag, uma tag literária que consiste em relacionar livros com lugares do mundo. Eu adorei responder e espero que vocês adorem conferir.

1. Um mundo todo seu: Em qual livro gostaria de viver?
Colocando toda a minha frivolidade para jogo, não vou negar que gostaria muito de viver em Sex And The City (Candace Bushnell). Sim, existiu um livro que inspirou a famosa série de TV. Com mais de um milhão de exemplares vendidos nos Estados Unidos, Sex and the City conta histórias picantes e divertidas de quatro amigas em Nova York. Observando os lugares da moda, as festas, o que usam, fazem e falam os ricos e colunáveis nova-iorquinos - e se inspirando em experiências para lá de pessoais – a autora abasteceu por anos a fio sua coluna no jornal The New York Observer. Curiosamente, logo após o término de seu affair com o igualmente badalado, bonito, glamouroso e então editor da revista Vogue, Ron Galotti, a jornalista decidiu reunir 25 de suas crônicas em um livro, que mais tarde deu origem à cultuada série de TV. Inaugurando uma nova - e nada romântica - perspectiva para as mulheres de trinta anos, ela usou e abusou de seu alter-ego, Carrie - como a autora, uma louríssima escritora balzaquiana de Connecticut -, cujo hilário e tumultuado romance com Mr. Big - personagem que tem muitas semelhanças com o ex da escritora, Galotti - é gancho para o desenrolar das aventuras amorosas da protagonista e suas fiéis amigas, Samantha, Miranda e Charlotte. É neste universo de baladas, roupas bonitas e alta sociedade que eu gostaria de viver. Me julguem!

2. Leitor viajante: Um livro que te apresentou um país ou cultura?
Um dos livros que me apresentou uma cultura totalmente diferente da minha é também um dos meus livros favoritos da vida, O Caçador de Pipas (Khaled Hosseine). O livro nos traz Amir, um afegão que vive nos Estados Unidos há muito tempo até receber um telefonema de um amigo querido que já no fim da vida, pede para que ele volte ao Afeganistão para se despedir. Esta viagem representará à Amir a oportunidade de se libertar dos demônios da culpa de algo que ele fez quando ainda era um menino em Cabul, sua terra natal. A partir disto, Amir nos conta como foi a infância e a amizade dele com Hassan, filho de um criado da sua casa. Mais que isso, tanto Hassan quanto o pai eram tidos pelo pai de Amir como parte da família e conhecemos um Amir que transita entre ser uma criança egoísta e medrosa e um menino carinhoso e feliz. O livro se ambienta na Cabul pré talibã e nos traz os costumes do local, bem como características da religião muçulmana. As comidas típicas e até as brincadeiras tradicionais de criança são exploradas de forma linda e nos apresenta uma cultura que infelizmente o mundo só conheceu enquanto o país era assolado pela guerra.

3. Best-seller mundial: Um livro que o mundo inteiro ama e você também.
Vou falar de um lançamento relativamente recente que realmente conquistou o coração da maioria dos leitores e é o fofo, mas relevante Teto Para Dois (Beth O’Leary). O livro nos traz a Tiffy, que está saindo de um relacionamento complicado. O relacionamento já acabou há um tempo, mas ela continuou morando no apartamento do ex-namorado que lhe deu um ultimato porque a vida dele seguiu, tem uma namorada nova e Tiffy precisa superar. Porém, ela está com o dinheiro contado, não pode se dar ao luxo de alugar um apartamento em uma boa localização de Londres e todos os apartamentos que encontrou com preços que cabem no seu orçamento estão miseravelmente malcuidados ou ficam longe demais do seu trabalho. Até que ela encontra um anúncio interessante: um rapaz propõe dividir o apartamento em que há somente uma cama, mas como ele trabalha à noite e passa os fins de semana fora, Tiffy acredita que seja a saída para ela. Quem colocou o anúncio foi Leon, enfermeiro que precisa muito de uma grana extra para ajudar o irmão mais novo. A noiva dele não gosta muito disso porque a pessoa que se interessou pela vaga no apartamento é uma mulher e decide que será a intermediária entre Leon e a locatária (Tiffy), para que eles não precisem sequer se encontrarem. Todos os acertos do aluguel são feitos por ela e isso dá certo, pelo menos até certo ponto. O romance do livro é óbvio, mas acho que o que conquistou o coração dos leitores foi o fato dos dois personagens terem uma bagagem emocional que precisa ser trabalhada, discutida e apreciada. 

4. Conquistando o mundo: Um personagem que ganhou seu coração.
O primeiro personagem que me vem à mente é o Jean Valjean de Os Miseráveis (Victor Hugo). A história deste personagem é bastante trágica, principalmente quando perde os pais ainda criança e é criado pela irmã. Quando ela fica viúva e com sete filhos para criar, ele começa a ajudá-la. Ao não conseguir emprego no inverno e desesperado, rouba um pão. É pego e condenado a cinco anos de trabalhos forçados, que, acrescidos de diversas fugas, tornam-se dezenove. Aos poucos ele percebe que quem cometeu um crime foi a sociedade, pois o prejuízo que causou não se compara ao que sofreu. Ele é expulso de todos os lugares pelo simples fato de ser um ex-presidiário, o único que o abriga é o bispo de Digne. Algo muda então na perspectiva de Jean e a partir disso, ele decide transformar a sua história. É um personagem tridimensional em um enredo muito forte que traz reflexões muito atuais, apesar de ter sido escrito há tanto tempo.


5. O mundo todo na sua estante: Um livro com mais de uma edição que dominou sua estante.
Eu (Ricky Martin). Não é novidade o quanto eu amo esse homem e ler sua história de vida foi muito especial para mim, até porque grande parte do livro não era de conhecimento do público e eu como fã desconhecia muitas coisas que ele compartilhou na autobiografia. No momento, tenho as edições em português, espanhol, italiano, alemão e inglês e ainda quero ter a edição francesa e japonesa do livro. O livro conta sua história de vida como qualquer outra biografia. Relata a infância, o desejo de ser artista, ter sido reprovado nos testes para o Menudo por duas vezes, o tempo investido enquanto viajava pelo mundo cantando, as primeiras experiências amorosas, o relacionamento de altos e baixos com os pais, uma necessidade constante em busca da espiritualidade, o trabalho para se estabelecer no mundo do show business, a criação da sua fundação de ajuda humanitária, o desejo de ter sua família e a luta intensa e sem fim para se aceitar como homossexual. Tudo isso? Sim, mas acima de tudo, o homem comum atrás do astro. O livro é escrito de uma forma tão deliciosa e envolvente que é impossível não se apaixonar, não desejar saber mais e entender que ele alcançou o sucesso que tem até hoje porque fez tudo da maneira certa. Não por ser um ícone no mundo das celebridades, mas por se tratar de uma pessoa sensível, Ricky não cita nomes de paixões ou profissionais que de certa forma o apoiaram ou tentaram derrubá-lo. Ele conta sobre si mesmo e isto deve bastar. O livro é muito gostoso de ler e nos apresenta um homem simplesmente maravilhoso.

6. O mundo é dele: O melhor livro que leu esse ano.
Foi o atemporal Fahrenheit 451 (Ray Bradbury). O livro nos traz Guy Montag, bombeiro muito tranquilo, em paz com sua vida e casado com Mildred, que passa o dia inteiro assistindo televisão. Guy tem a vida sob controle, porém a profissão de bombeiro no universo deste livro não é como a que conhecemos. Neste caso, os bombeiros não apagam fogo, na verdade colocam fogo em livros. Isso mesmo, a literatura é proibida neste lugar e os bombeiros verificam denúncias sobre pessoas que insistem em manter livros em suas casas. As pessoas aprendem a ler, mas somente para ler as revistas que trazem as grades da programação de TV ou coisas irrelevantes. As pessoas já não ficam mais tanto tempo na escola porque não é necessário aprender tanto e desta forma, o governo consegue manipular a população como for conveniente. Alguns fatos acontecem e despertam Guy para o fato de que esta realidade não é saudável. Ele conhece Clarisse, uma vizinha recém-chegada, percebe que ela consegue conversar sobre coisas além da televisão e desconfia que ela é mais inteligente que o resto das pessoas que o cercam. Outro momento é quando Guy chega em casa, encontra a esposa desacordada em função de ter exagerado na dose de um medicamento e percebe que quando ela volta a si, encara o fato com normalidade, como se fosse normal estar entorpecida. Logo, Guy percebe que a população geral está da mesma forma: entorpecida pela ignorância. Mas o que realmente o choca é quando vai colocar fogo em uma biblioteca particular e a dona desta biblioteca decide que morrerá junto com os livros, então Guy começa a entender que livros são capazes de mudar pessoas. Este livro foi uma aventura intensa e muito agregadora. Tinha medo de ler o livro por se tratar de um clássico e acabou sendo um dos melhores livros que já li na vida!!!

7. Do Brasil para o mundo: O mundo inteiro deveria conhecer!
Pela milionésima vez, vou indicar Eu Vejo Kate (Cláudia Lemes). O livro nos traz a Kate, uma escritora americana que no momento está muito envolvida em seu novo projeto: escrever a biografia de Nathan Bardel, um serial killer que com requintes de crueldade, matou doze mulheres na cidade de Blessfield, (cidade natal de Kate) e após ser capturado, foi punido com a pena de morte pelo estado da Flórida. Kate fez uma excelente pesquisa sobre Bardel e quando começa a escrever o livro, recebe a notícia que a editora que publicaria a biografia não está mais interessada no projeto e oferece uma boa quantia para que Kate comece a escrever outro romance, gênero que já escreveu antes. Kate está muito envolvida neste projeto, não quer parar de pesquisar e escrever e ignora as orientações da sua agente para interromper a biografia. Segue pesquisando e neste processo de angariar informações, conhece Owen, agente federal que traçou o perfil de Nathan e teve a oportunidade de entrevistá-lo muitas vezes antes da sentença de morte ser executada. Owen e Kate se envolvem quase que automaticamente, porém ambos estão sufocando fantasmas do passado e em paralelo a isso, Kate recebe ameaças para arquivar o projeto sobre Nathan e novas mulheres aparecem mortas. Embora Nathan esteja morto, as mortes possuem as mesmas características das vítimas dele. O livro se desenvolverá em descobrir quem é o novo serial killer e a investigação se estabelece sob a plataforma de que qualquer um pode ser o assassino, inclusive Kate e Owen.

8. Viajando nos livros: Uma história que te fez viajar (ou que fala sobre viagem).
Li A Viagem de Theo (Catherine Clement) há muito tempo e infelizmente perdi o meu exemplar. O livro traz a história de uma viagem incrível ao redor do mundo. Theo é um menino que ama ler e vive com livros até descobrir que está com uma doença muito grave. Sua tia o leva em uma viagem aos principais pontos da terra onde nasceram as religiões mais populares e com isso conhecemos seus fundamentos históricos e sua influência sobre as pessoas. Explorando cada um destes lugares e suas tradições, temos uma jornada de descobrimento e muita informação sobre a fé que as pessoas depositam em suas crenças. Com conhecimento profundo do tema e viva imaginação narrativa, a autora nos faz viajar na companhia de Théo e Marthe. Juntos nesta peregrinação, visitando os principais santuários e centros religiosos do mundo, inclusive no Brasil.




Estas foram as minhas escolhas para esta tag e gostaria de saber se vocês já leram estes livros e quais seriam as suas escolhas para cada um destes itens. Vou amar conferir.

Beijos
Comentários
7 Comentários

7 comentários :

  1. Oi, Ivi!

    Primeiramente, queria dizer que eu amo essas tags. Me surpreendi e fiquei interessada por Teto para dois. Percebi que nos últimos dias vi vários blogs falando sobre ele, mas confesso que ainda não tinha lido nada sobre a sinopse do livro e me parece uma história no mínimo divertida. Então é um livro que possivelmente gostaria de ler.
    Fahrenheit 451 é um clássico que ainda não tive oportunidade de ler, mas sempre ouço comentários bem opostos sobre o livro. Uns amam, outros odeiam.... coisas típicas de clássico. Muitas pessoas comentaram que a leitura é muito arrastada, por essa razão sempre fico bem receosa sobre ele. Não sei se você chegou a ver, mas um tempo atrás lançaram uma edição que eu achei bem esquisita, mas ao mesmo tempo genial? Hahahaha Era uma edição do livro que é sensível a calor, ou seja, você passa um esqueiro pela página e aparece as letras. Doido, né? Mas quando se leva em consideração o contexto da obra, é genial.

    Meu Deus, quantas edições diferentes você tem do livro do Ricky Martin! Fã mesmo. HAHAHAHA

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  2. Teto para dois é muito divertido, também gostei muito dele. Você realmente gosta do Ricky Martin, hein. Eu acho ele lindo e carismático demais também mas nem tenho o livro dele kkkk
    Também sou apaixonada pelo Jean Valjean, estou lendo Os Miseráveis agora, saboreando cada capítulo ali.
    Nossa, A Viagem de Théo, faz anos que li e adorei.
    Gostei muito das suas escolhas.

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  3. Ivi!
    Quem não gostaria de viver em Nova York, né? E eu nem sabia que Sex And The City era derivado de um livro! Sei que a série fez um sucesso estrondoso, e acredito que a gente é totalmente seduzido por essa vida de glamour, festas, etc rsrsrsrs.
    E falando em sucesso, Teto Para Dois realmente gerou um buzz enorme por aqui. Por mais que se trate de uma história bem humorada, a autora trabalha temas importantes com o cuidado necessário, de modo que o resultado deu muito certo. Impossível não gostar, não é verdade?
    Ahhhhh e já vou adicionar Eu Vejo Kate na minha aba "quero ler do Skoob". Preciso ler mais livros nacionais, e esse parece ser ótimo!
    Beijos.

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  4. Olá Ivi!
    Gostaria mesmo é de viajar pelo mundo, mas como a situação financeira ainda não permite, a gente conhece outros países e culturas através dos livros mesmo. AMEI Teto para dois, a história me encantou e recomendo a leitura para todos os fãs de romances. Quem não gostaria de viver num mundo glamoroso como o de Sex and the city? Conheci muitas culturas através dos livros, como a indiada em O diário de Nisha, a chinesa em Asiáticos podres de ricos, a Coreana em Frank e o amor e assim por diante. Responder à pergunta sobre o melhor livro que li essa ano é complicado, é quando me questionam sobre um livro favorito, e eu não sei escolher apenas um rsrs, mas Teto para dois, Reino de cinzas e Mortos não contam segredos são fortes concorrentes.
    Beijos

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  5. Dentre os livros que você citou, Fahrenheit 451 é, definitivante, o livro que eu mais tenho vontade de ler. Uma pena ainda não ter tido oportunidade de ler Fahrenheit 451. Eu acho que o mundo inteiro deveria conhecer (boa parte já conhece rsrs) alguma obra do Harlan Coben!

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  6. Oi, Ivi!
    Essa trama diferente de Teto Para Dois me deixou muito interessada em ler a história de Leon e de sua locatária Tiffy.
    Ah, Jean Valjean é mesmo um personagem inesquecível e admirável.
    O melhor livro que li esse ano foi Quem disse que é amor? da Carlie Ferrer ❤ Mas o livro que o mundo inteiro deveria conhecer é o meu queridinho Guardians da Luciane Rangel 😍
    Bjos!

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  7. Caramba, isso que é viagem. Sempre que assisto Sex And The City, so consigo enxergar Nova Iork e nada mais, muito legal isso. Fahrenheit 451 é uma ótima opção, não li o livro, mas assisti ao filme, que é um grande aprendizado.

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Ivi Campos

45 anos. De todas as coisas que ela é, ser a mãe do André é a que mais a faz feliz. Funcionária Pública e Escritora. Apaixonada por música latina e obcecada por Ricky Martin, Tommy Torres, Pablo Alboran e Maluma! Bookaholic sem esperanças de cura, blogueira por opção e gremista porque nasceu para ser IMORTAL! Alguém que procura concretizar nas palavras o abstrato do coração.




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