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Un Café Con Sal (Megan Maxwell)


Ao procurar informações sobre a visita da autora ao Brasil em sua página, percebi que havia livro novo publicado, o que me fez furar a fila dos livros a serem lidos para conhecer esse. Os capítulos de “Un café con sal” são simplesmente numerados, o que perde um pouco da graça para mim, pois sempre espero capítulos com títulos relacionados a músicas.
“O que aconteceu foi uma loucura, mas as vezes as loucuras são interessantes e divertidas”.
A protagonista Lizzy é na verdade Elizabeth Aurora (Elizabeth como homenagem a avô paterna inglesa e Aurora escolhido pela mãe espanhola, devido a Bela Adormecida porque imaginava que a filha seria uma princesa). A própria Lizzy se descreve mais como uma versão de X-Men ao invés da princesa desejada pela mãe por ser moderna e rebelde, de cabelos raspados, com amigos que gostam de piercing e alargadores.

Ela é garçonete em um hotel e ao ver um homem prestes a ser atropelado, não hesita e se joga em cima dele para afastá-lo da direção do carro. O que ela não imaginava é que o homem que salvou fosse o mesmo que havia visto no hotel e que a havia desprezado: William Scoth, que além de tudo, é dono do hotel em que Lizzy trabalha. No momento em que William a trata com desprezo, Lizzy decide colocar sal ao invés de açúcar em seu café, o que deu título ao livro. 

Os dois são absolutamente opostos: ela tem 24 anos, quer curtir a vida, se veste com roupas coloridas e não se importa com o que os outros pensem. Já ele tem 36 anos, é um empresário respeitado, só usa ternos elegantes, não demonstra carinho em público e corrige Lizzy todas as vezes em que ela o chama de Willy para que diga o nome completo, mas também é super cavalheiro e respeitador. Uma curiosidade é que segundo a autora, o personagem William foi inspirado no ator George Clooney por sua beleza e elegância, então o imaginei durante toda a leitura.

Como já era de se esperar, eles se envolvem, mas há conflito pelo fato de que ele ser seu chefe, pela diferença de idade e principalmente pelo estilo de vida totalmente diferente entre eles, o que pode abalar a relação.   

Não há tanta ênfase na parte musical, mas procurei saber mais sobre algumas músicas mencionadas (Puedes contar conmigo – La Oreja de Van Gogh e Sé que te voy a amar – Rosario Flores), porque gosto de música latina e estas são citadas em partes importantes do livro. Pode ser considerado um romance leve com algumas partes hot (se não fosse assim não seria escrito por Megan Maxwell), em que a moça simples se envolve com o chefe poderoso e demonstra as concessões e loucuras que alguém é capaz de fazer por amor. 
“Como você me disse uma vez, expresso o que sinto. Se se escandalizam, é problema deles e não nosso”.
Ainda assim, reconheço que não gostei do livro. Esperava certos momentos na história que simplesmente não aconteceram (descrição detalhada do encontro de William com os pais de Lizzy, já que ele seria o príncipe que a mãe dela esperava, além de inglês como seu pai) ou fatos que poderiam ser mais explorados, como a viagem de William a Londres. Tive a impressão de que a história foi terminada rapidamente e não houve atenção aos detalhes que poderiam enriquecer muito mais a trama.


Um pouco sobre a autora: Megan Maxwell é uma reconhecida escritora do gênero romântico. Filha de mãe espanhola e pai americano, publicou vários romances. Vive numa encantadora aldeia nos arredores de Madri, na companhia do marido, dos filhos, do cão Drako e do gato RomeoSeus livros publicados no Brasil são:

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