15.2.21

Séries do meu coração #50 Os Bridgertons


Oi gente que ama livros, hoje venho com mais um post da coluna Séries do Meu Coração e compartilharei com vocês meu amor por mais uma série apaixonante.

A série do mês é Os Bridgertons.

Como fã assumida da Julia Quinn, aguardei a estreia da série da Netflix baseada na série de romances de época de mesmo nome. Quando a série entrou no catálogo em pleno dia de Natal, eu estava viajando e só pude conferir quando retornei para casa.

Os Bridgertons é uma história que se passa há 100 anos e adapta os problemas da aristocracia com elementos de contos de fada, contando com príncipes e duquesas, além de cultura pop, com músicas atuais adaptadas para a música clássica. A trama traz uma história de romance que aborda orgulho, traição e idealização da vida perfeita em oito episódios. Além disso, a Netflix conseguiu trazer diversidade fora do padrão que estamos familiarizados a uma trama antiga, sendo este o grande mérito do lançamento.

A história da série acontece em volta da protagonista, a personagem Daphne Bridgerton, interpretada por Phoebe Dynevor, a próxima jovem da família Bridgerton a buscar um marido. Para conseguir isso, são feitos bailes constantes da alta sociedade em temporadas para que os homens se apresentem às jovens solteiras, suas famílias e eventualmente façam um pedido de casamento, decidindo seus futuros de forma burocrática antes mesmo de existir qualquer sentimento.

Enquanto Daphne tenta encontrar o seu grande amor, do outro lado está Simon Basset, interpretado pelo belo Regé-Jean Page, um jovem também de família rica e tradicional, que não quer se casar e nem ter filhos para não dar continuidade a sua linhagem, uma vez que sofreu pelo desprezo do pai quando era criança. É claro que as vidas dos dois se entrelaçam, dando vida ao relacionamento amoroso central da série.


Uma característica da trama faz com que essa premissa de romance não seja tão desinteressante. No melhor estilo Gossip Girl, a série conta com a misteriosa personagem Lady Whistledown, que regularmente distribui entre a população um pequeno jornal impresso com as melhores fofocas da região. Seus comentários trazem um pouco de leveza e humor para a trama.


A série acerta na diversidade ao trazer minorias para a alta sociedade antiga, algo impensável na vida real e faz com que todos convivam por igual, sem racismo ou preconceitos mais pesados escancarados. A rainha, por exemplo, é uma mulher negra, assim como outros membros da corte e aristocracia e não vemos racismo em nenhum momento. Ao aparecer na história, é como se a maior falha da nossa sociedade não tivesse existido. Este tipo de licença transforma a série em algo único, principalmente por se tratar de tempos antigos, tão difíceis e reais. O interessante de criar uma obra fictícia é poder explorar não só os fatos, mas também se aventurar nas idealizações de um mundo melhor.


Em muitos aspectos, a série de TV é muito melhor que o livro porque expande personagens secundários e corrige erros graves que a obra original trouxe, como por exemplo, uma cena lamentável de estupro romantizada no livro.

Eu gostei demais desta primeira temporada e estou muito ansiosa para que a próxima temporada seja ainda melhor.

Amei!

Trailer Oficial:

2 comentários:

  1. Olá Ivi,
    Gostei muito da sua resenha, essa série é realmente encantadora. A inclusão da diversidade ficou muito boa mesmo.

    Beijo!
    www.amorpelaspaginas.com

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  2. Olá
    Também gostei muito dessa primeira temporada e estou ansiosa demais pela segunda. Amo a autora e todos os livros da série, então é claro que não falta empolgação. Concordo que em certos aspectos se sobressaiu ao livro sim.

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