7.6.21

O Poderoso Chefão (Mario Puzo)

Ficha Técnica:
Nome Original: The Godfather
Autora: Mario Puzo
País de Origem: Estados Unidos
Tradução: Denise Bottman
Número de Páginas: 496
Ano de Lançamento: 1969
ISBN-13: 9788501303998
Editora: Record
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Oi gente que ama livros, hoje venho com a resenha do 38º livro lido em 2021 e foi O Poderoso Chefão (Mario Puzo). Este livro foi adaptado para o cinema e veio a ser um dos filmes de sucesso estrondoso de crítica e público assim como suas sequências, mas confesso que nunca me interessei por nenhum deles, até que um amigo me presenteou dizendo que era um dos seus livros favoritos e que desejava saber a minha opinião. Aceitei o desafio com apreensão.

O livro nos traz o carismático, mas criminoso Don Vito Corleone, chefe de uma das máfias atuantes em Nova York. O livro começa na festa do casamento de sua filha Connie com Carlo e é nesse evento que temos um apanhado geral dos outros personagens importantes, os irmãos de Connie: Michael, Sonny e Fredo. Todos muito amados pelo pai, mas extremamente diferentes entre si. Nesse evento também conhecemos alguns “afilhados” de Don Corleone, homens que ele ajudou e espera lealdade eterna. Favores são feitos e o pagamento de cada um deles se faz com algo muito mais precioso.


Após esse casamento, Don Corleone sofre um atentado de uma família rival e o livro se desenvolve em Don Vitto escolher, bem como preparar seu sucessor e ao mesmo tempo se vingar do atentado sofrido. É nesse desenvolvimento que os personagens serão aprofundados, nos dando um panorama completo de quem são e o que pretendem na trama.

O livro tem uma série de pequenos acontecimentos, onde pessoas são prejudicadas e terminam desamparadas pela sociedade e pelo sistema jurídico. Tais personagens aparentemente não possuem nenhuma relação, mas logo descobrimos que todos os envolvidos possuem algo em comum, o padrinho, Don Corleone.


Conhecemos intimamente o protagonista, desde seu nascimento na Sicília, sua fuga para Nova York e como ele segue dirigindo a família e seus negócios com diligência mesmo abatido pelo atentado. De longe é o personagem mais interessante da trama, mas todos os que orbitam ao seu redor também são incrivelmente intensos e nenhum deles é inocente. 

Publicado originalmente em 1969, O Poderoso Chefão é um daqueles livros tensos, a maior parte de suas quase 500 páginas são muito bem gastas criando uma ambientação em que vários eventos repentinos e brutais não sejam forçados. A personalidade dos personagens, bem como a vontade de saber seu desfecho, conseguem segurar bem o leitor da primeira à última página.

Em função da época em que o livro foi escrito e pela posição do autor na sociedade, o livro é recheado de passagens machistas e preconceituosas, o que me causou aquele cansaço típico em histórias que sempre objetificam ou diminuem as mulheres da trama. É uma característica de todos os personagens masculinos e as próprias personagens femininas são desenvolvidas sob essa ótica, tendo pouco espaço, profundidade e pertinência dentro do enredo.


A linguagem do autor é muito simples, fluida e objetiva. É rica em descrever lugares e sentimentos, bem como as cenas de ação são muito bem desenvolvidas ao ponto de ser possível “assisti-las” enquanto lê, o que gerou em mim a curiosidade em assistir ao filme.

Enfim, foi uma leitura dinâmica, intensa, envolvente e que me prendeu completamente. Para quem gosta de enredos que tragam o crime organizado como fio condutor, acredito que esse livro seja um dos melhores do gênero.

Gostei muito!


Um pouco sobre o autor:
Mario Puzo nasceu em 15 de outubro de 1920 e faleceu em 2 de julho de 1999, se tornando um escritor estadunidense conhecido pelos seus livros de ficção acerca da máfia. Ele nasceu em uma família de imigrantes sicilianos que moravam em Hell´s Kitchen, um bairro de Nova Iorque e muitos de seus livros descrevem essa herança siciliana. Alguns de seus livros publicados no Brasil são: 
    • O Poderoso Chefão 
    • Os Bórgias
    • Seis túmulos para Munique
    • O Siciliano

2 comentários:

  1. Oi Ivi, sua linda, tudo bem?
    Esse é um daqueles clássicos do cinema que eu ainda preciso ver. O legal é que existem vários filmes que citam essa saga, o que sempre me deixa mais animada. É difícil mesmo pegar um livro que retrata uma sociedade bem diferente da nossa (se bem que infelizmente não tão diferente assim), mas estou louca para ler. Sua resenha ficou ótima!!!
    beijinhos.
    cila.

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  2. Olá Ivi, tudo bem?

    Costumo gostar bastante de obras que tratam do crime organizado, então é claro que já me vi bem curiosa para essa, que me parece ser bem interessante, além de ser um clássico. Confesso que nunca tive vontade de ver o filme, mas a leitura creio que seria uma experiência bacana. Essa questão do machismo e do preconceito talvez me incomodasse, mas creio que mesmo assim valha a pena. Adorei conferir sua opinião.

    Beijos!

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