9.4.21

O Clube do P. S. Eu Te Amo (Cecelia Ahern)

Ficha Técnica:

Nome Original: Postscript
Autora:  Cecelia Ahern
País de Origem: Irlanda
Tradução: Giu Alonso
Número de Páginas: 336
Ano de Lançamento: 2020
ISBN13: 9780008194888
Editora: Harper Collins
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Oi gente que ama livros, hoje venho com a resenha do 21º livro lido em 2021 e foi O Clube do P. S. Eu Te Amo (Cecelia Ahern). Este livro é a sequência do popular P. S. Eu Te Amo que li e amei demais, por isso minha expectativa com esse livro aqui era um misto de ansiedade para rever personagens que tinha amado conhecer com apreensão por acreditar que o livro não era necessário para a jornada da protagonista, uma vez que o primeiro havia se encerrado de forma excelente.
Essa resenha possui spoilers do primeiro livro.

O livro nos traz a Holly seis anos após o término de P. S. Eu Te Amo. Ela trabalha em um antiquário com a irmã e está prestes a viver com o namorado Gabriel, com quem tem uma relação há dois anos. Segue com os conselhos deixados pelo marido falecido e um deles é se exercitar com sua bicicleta. Ela se locomove pelas ruas de Dublin até que um dia a irmã a convida para participar de um podcast sobre o luto. Ao compartilhar sua história de como Gerry havia deixado cartas para que ela lesse após sua morte, um dos ouvintes cria o Clube do P. S. Eu Te Amo, com o objetivo de reunir pessoas desenganadas por médicos por doenças terminais e deixar cartas para que suas famílias tenham algo a mais para se lembrarem deles. A criadora do clube procura Holly para que ela oriente os participantes, a princípio Holly rejeita e só aceita participar depois de muitas reflexões.


O livro se desenvolverá em Holly auxiliar essas pessoas a se despedir de suas famílias deixando algo para que se lembrem do amor que teve por eles em vida. Neste clube, encontramos idosos que tiveram uma trajetória em paz e com amor, pessoas iniciando a vida e formação de família, assim como também jovens que estão diante da morte e precisam de alguma forma recuperar um pouco do tempo que a vida não lhes dará.

No começo, encontramos Holly de bem com sua vida e levando seu dia a dia sem grandes questões, mas conforme conhecemos sua mente, é possível perceber que ela ainda não superou totalmente a morte de Gerry e tenta a todo custo não deixar transparecer o que sente para não incomodar a família que a ama tanto, porém, uma vez ou outra isso foge de seu controle.


Mais uma vez, a autora discorre de forma sensível e respeitosa sobre o luto, esmiuçando a dor e suas camadas no decorrer do tempo. Esses elementos ganham uma nova abordagem neste livro, mantendo o simbolismo do primeiro, de forma mais madura. Reafirma tudo aquilo que já sabemos sobre a dor e o medo de perder as pessoas que amamos, porém, a narrativa nos acalenta enquanto desenvolve personagens que amam tanto suas familiais e amigos e têm tanto medo de serem esquecidos que essa separação se torna ainda mais dolorida.

Ao orientar essas pessoas, Holly percebe como foi para Gerry estar daquele lado, na tentativa de ajudar a esposa no processo de luto, o que se tornou muito comovente na história, porque embora Holly amasse Gerry e visse nessa atitude todo o amor dele por ela, anos mais tarde ela é capaz de identificar pequenos erros dele ao deixar as cartas, erros que as pessoas que ela ajuda podem evitar.
“Olhar para trás, voltar, não é fraqueza. Não é reabrir velhas feridas. É preciso força e coragem. É preciso que a pessoa assuma o controle de quem é para observar sem julgar a pessoa que já foi. Sei, sem sombra de dúvidas, que me revisitar só vai me dar forças para ir mais longe, assim como a todos que forem tocados pela minha jornada.”
Como disse acima, não achava esse livro necessário, uma vez que a primeira história foi encerrada a contento. O livro é um carinho a mais para os fãs do primeiro volume porque apesar do apelo comercial da história no sentido que certamente seria um sucesso de vendas, nos faz pensar mais uma vez sobre nossa finitude e postura diante do que é mais certo em nossa trajetória: o final.


Eu gostei demais de reencontrar a Holly, perceber suas fraquezas e sua constante luta em ser forte.  Todas suas tentativas a ajudaram a se fortalecer e ainda que o processo não seja completo, seu percurso a transformou em uma mulher melhor.

Eu gostei muito!!!


Um pouco sobre a autora:
Cecelia Ahern é formada em jornalismo e multimídia pelo Griffith College Dublin. Aos 21 anos, seu primeiro romance, PS. Eu Te Amo, tornou-se o bestseller mais vendido na Irlanda, Reino Unido, EUA, Alemanha e Holanda. O livro foi adaptado para o cinema e se tornou um grande sucesso. A partir disso, ela nunca mais parou de escrever, somando sucessos ao redor do mundo. Alguns de seus livros publicados no Brasil são:
  • P.S. Eu Te amo
  • O Clube do P. S. Eu Te Amo
  • Simplesmente Acontece
  • O Presente
  • A Vez da Minha Vida
  • O Livro do Amanhã
  • A Lista

2 comentários:

  1. Olá tudo bem ?
    Eu acho incrível a proposta desse livro, mas confesso que eu não tenho estrutura emocional para ele. Ps eu Te Amo já me deixou bastante "bagunçada" e eu nem estava fragilizada emocionalmente por ter perdido as pessoas. Enfim, mas de fato é uma linda história.
    Beijos

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  2. Oi Ivi!

    Acho muito bacana a proposta do livro para os fãs da história, mas sendo sincera, eu ainda não li o primeiro livro e nem assistir ao filme. Eu até cheguei a ter uma edição de Ps Eu te Amo aqui em casa, mas acabei trocando o livro por um livro do Stephen King. Depois vou procurar se tem ele em formato digital para ler, assim também aproveito a chance e embarco neste também.

    Bjos
    https://consumidoradehistorias.blogspot.com/

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