12.3.21

BBB Book Tag – parte 1


Oi gente que ama livros, hoje venho com a BBB Book Tag que tem como objetivo relacionar características do reality Big Brother Brasil com a nossa tão amada literatura. Como o programa é um grande sucesso e ninguém mais tem vergonha de dizer que o acompanha, fazemos aquela ponte com os livros que amamos e colocamos tudo no mesmo balaio. Como a tag tem muitas perguntas, eu a dividi em duas partes.

Vamos conferir a primeira parte?

1 – Anjo – Um livro que se tornou seu amorzinho e você daria imunidade.

Eu (Ricky Martin). Claro que eu escolheria a autobiografia do meu ídolo para deixar longe do paredão!!! Não é novidade o quanto amo esse homem e ler sua história de vida foi muito especial para mim, até porque grande parte do livro não era de conhecimento do público e eu como fã desconhecia muitos fatos compartilhados nesta autobiografia. O livro conta sua história de vida como qualquer outra biografia. Relata a infância, o desejo de ser artista, ter sido reprovado nos testes para o Menudo por duas vezes, o tempo investido enquanto viajava pelo mundo cantando, as primeiras experiências amorosas, o relacionamento de altos e baixos com os pais, uma necessidade constante em busca da espiritualidade, o trabalho para se estabelecer no mundo do show business, a criação da sua fundação de ajuda humanitária, o desejo de ter sua família e a luta intensa e sem fim para se aceitar como homossexual. Tudo isso? Sim, mas acima de tudo, o homem comum atrás do astro. O livro é escrito de uma forma tão deliciosa e envolvente que é impossível não se apaixonar por ele, não desejar saber mais e entender que ele alcançou o sucesso que tem até hoje porque fez tudo da maneira certa. Não por ser um ícone no mundo das celebridades, mas por se tratar de uma pessoa sensível, Ricky não cita nomes de paixões ou profissionais que de certa forma o apoiaram ou tentaram derrubá-lo. Ele conta sobre si mesmo e isto deve bastar. O livro é muito gostoso de ler e nos apresenta um homem simplesmente maravilhoso.

2 – Big Fone – Um livro que estava mais o menos, mas algo aconteceu (telefone tocou), teve um plot twist e tudo mudou.

Poucos livros se encaixam nesse quesito como Lembra Aquela Vez (Adam Silveira). O livro nos traz o Aaron, um adolescente de 16 anos que vive um momento bem triste de sua vida. Há alguns meses seu pai cometeu suicídio e isso foi tão avassalador, que ele próprio tentou se matar algumas semanas depois. Apesar deste período turbulento, Aaron tenta seguir com a vida da melhor forma possível. Ele tem um grupo de amigos divertidos e uma namorada muito apaixonada por ele, a Genevieve e quer focar nessas coisas boas para não desistir da vida. Porém, a namorada foi aceita em um curso de arte em outro estado e eles ficarão três semanas longe um do outro e é nesse período que Aaron conhece Thomas, um adolescente que mora próximo e eles se aproximam tanto que Aaron se apaixona por Thomas. Como aquele sentimento não é recíproco, Aaron se interessa em passar por um procedimento chamado Leteo que promete apagar lembranças de sua cabeça, pois acredita que se apagar o sentimento que tem por Thomas, sua vida pode voltar ao normal quando sua namorada retornar do curso. O livro se desenvolverá na luta interna de Aaron recusar os sentimentos que nascem nele e tentar convencer a família que o procedimento é seguro. No meio do livro temos uma virada completamente inesperada e muito importante para embasar o argumento do autor. É o tipo de reviravolta que eu jamais poderia esperar, mas que até aquele ponto da narrativa, o autor deu as pistas e os indícios para que de fato aquilo acontecesse. A partir daí, o livro mergulha em um mar de melancolia muito intenso porque você entende claramente onde o autor quer te levar e que não haverá meios de voltar. A partir desta virada é fácil entender o comportamento inicial de Aaron e os verdadeiros motivos das tragédias que abrem a história.

3 – Líder – O livro que lidera seu coração.

Não existe uma única resposta para isso, mas vou citar aquele que tem ocupado esse lugar desde 2019 e é Flores para Algernon (Daniel Keyes). Esse livro me dilacerou. Protelei sua leitura e me afastei das críticas positivas, mas a curiosidade me venceu e assim surgiu um dos meus livros favoritos da vida. O livro nos traz o Charlie, um homem de 32 anos com severo comprometimento intelectual. Charlie tem Fenilcetonúria e por conseguinte, um Q.I. baixíssimo, mas uma enorme vontade de aprender e “ser inteligente”. Sua grande motivação para aprender o torna a cobaia ideal para um experimento desenvolvido por cientistas em uma universidade: uma neurocirurgia capaz de aumentar a inteligência de um indivíduo. A experiência já foi realizada no rato Algernon e os resultados foram excelentes, então Charlie é submetido ao mesmo procedimento. A cirurgia dá certo e ele começa a se tornar inteligente, mas não consegue administrar essa sabedoria de forma que entenda que a inteligência não traz felicidade. É um livro que deveria ser lido por todo mundo porque nos faz pensar e desejar ser uma pessoa melhor com aquilo que temos: nossa capacidade de empatia e nosso senso de responsabilidade.

4 – Paredão – Um livro que te irritou e você não quer ter por perto, e, com certeza, colocaria no paredão.

Vamos falar mal da Bíblia (vários autores) de novo? Vamos sim!!! Eu citei esse livro na Book Tag da preguiça e vou citá-lo aqui também porque de fato me irrita. Sabe aquele clichê dos participantes do Big Brother dizerem que escolhem as pessoas para o paredão pela afinidade? Então, poucos livros têm tanto a ver com essa escolha para mim quanto a Bíblia. Eu e ela não nos toleramos em diversos aspectos, como o machismo absurdo, o patriarcado endossado em todas as histórias. A intolerância com o diferente, a exclusão de outras religiões que não compartilhem seus pensamentos e a arrogância em realmente acreditar que o cristianismo é o único caminho que leva a Deus. Como se não bastasse, ditadores e incompetentes têm sido eleitos em função de religiões que seguem a Bíblia como regra de conduta para todas as esferas da vida, o que é muito sério. Pensando no Brasil, por exemplo, somos um país laico, onde TODAS as religiões devem ter espaço e liberdade para se manifestarem, mas em função do cristianismo, outras religiões têm sido demonizadas por causa de uma opção pessoal de cada um: a fé. Não critico pessoalmente o cidadão cristão que acredita na Bíblia como uma história verdadeira porque cada um tem a liberdade de crer no que quiser e conseguir, critico que essa crença interfira nas vidas das pessoas que não compartilham a mesma fé. 

5 – Planta – Um livro que passou pela sua vida e você nem lembra. Não acrescentou nada.
Li Longe Demais
(Jennifer Echolls) em 2013, mas mesmo que seja tão distante, eu lembro de algumas coisas que não funcionaram muito bem para mim e me distanciaram da narrativa. O livro nos traz Meg, uma adolescente rebelde que pinta os cabelos de azul, veste roupas provocantes e tenta viver no limite. Ela é flagrada pelo policial John com o namorado Eric em um local proibido da pequena cidade onde mora, bêbada, sob os efeitos da maconha e tem que passar a noite na cadeia em função deste delito. Como o policial sabe que a punição não foi o suficiente para fazer Meg entender a gravidade do que fez, ela é obrigada a trabalhar durante sete dias com o policial dentro da patrulha, assistindo a uma série de consequências que delinquentes provocam quando só pensam em si mesmos. A premissa é até interessante, mas a história se desenvolve de uma maneira ruim, estranha, chata. Histórias do passado surgem do nada justificando determinados comportamentos e isso torna-se forçado. A edição que li ainda tinha muitos erros de revisão que não consegui perdoar, a história tinha potencial, mas não me alcançou.

6 – Barraco – Aquele livro que chega causando, um livro que divide opiniões.

Talvez Um Dia (Colleen Hoover) é um livro que agrada e desagrada ao mesmo tempo porque traz um enredo em que a traição é romantizada. O livro nos traz a Sidney, uma universitária que divide o apartamento com a melhor amiga, Tori e está em um relacionamento sério com o Hunter há dois anos. Da varanda do seu apartamento ela sempre escuta e assiste o seu vizinho do prédio da frente tocar violão no começo da noite, o que sempre a ajuda a estudar e até inspira nela um instinto criativo para compor letras para as canções que ele, o Ridge, interpreta no violão. Porém no dia do seu aniversário de 22 anos, Sidney descobre que Hunter e Tori estão em uma relação de sexo casual juntos e isso destrói sua confiança nas pessoas. Sem ter para onde ir, Ridge a acolhe em seu apartamento e ela descobre que ele é o responsável musical por uma popular banda e que se encontra em bloqueio criativo. Juntos, Sidney e Ridge começam a compor novas canções para a Sounds of Cedar, banda composta basicamente pelo irmão caçula do Ridge e amigos próximos. Ridge é apaixonado pela namorada Maggie e Maggie é uma pessoa simplesmente maravilhosa. Quando ele percebe que a amizade entre ele e Sidney está transpondo limites, luta com todas as forças para não trair a lealdade de Maggie. É um livro com um forte apelo musical porque toda uma trilha sonora foi criada exclusivamente para o livro e é linda demais. Além disso, Ridge tem uma peculiaridade bem interessante e isso é explorado de forma séria no enredo, mas sem dúvida, a questão da traição foi o que afastou os leitores de um livro que também tem muitos aspectos bons.

E aí, gostaram das questões e das respostas? Deixem nos comentários quais seriam as escolhas de vocês e em breve trarei a segunda parte da tag.

Beijos

2 comentários:

  1. Olá tudo bem ?
    Dos livros que você citou, eu só li Talvez um Dia, mas li tem muuuuito tempo, lembro que na época gostei bastante, mas era um fato, já dividia opiniões. Li em inglês, pq não quis esperar a tradução.
    Quero muito ler o do Ricky Martin.
    Beijos

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  2. Oi!
    Adorei suas indicações, só um livro li completo que é a Bíblia e ela divide opiniões, mas respeito. Quero muito ler Flores para Algernon e Ricky Martin, só escuto coisas boas sobre eles, obrigado pelas dicas, parabéns pelo post. Bjs!

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