25.5.20

Book tag Os Direitos do Leitor


Oi gente que ama livros, hoje trago para vocês a Book Tag Direitos do Leitor porque estamos em um mundo complexo e direitos precisam ser preservados para o bom funcionamento da liberdade. Por isso trouxe alguns direitos que precisam ser sempre respeitados.

Espero que vocês gostem:

    1. O direito de não ler. Um livro que você não quer ler nem que te paguem.
Tem muitos, mas vou me reservar ao que veio na minha mente assim que pensei nessa questão. Grey (E. L. James) é com certeza um livro que não tenho o menor interesse, até porque é o ponto de vista diferente de uma história que achei horrível. Além disso, estamos falando de um relacionamento abusivo e a história é contado sob a perspectiva do abusador. Sei que a autora é amada por muitos leitores, mas tenho certeza que esse livro não é para mim. Caso você se não saibam do que estou falando, deixo a sinopse para conferirem: Na voz de Christian e através de seus pensamentos, reflexões e sonhos, E L James oferece uma nova perspectiva da história de amor que dominou milhares de leitores ao redor do mundo. Christian Grey controla tudo e todos a seu redor: seu mundo é organizado, disciplinado e terrivelmente vazio – até o dia em que Anastasia Steele surge em seu escritório, uma armadilha de pernas torneadas e longos cabelos castanhos. Christian tenta esquecê-la, mas em vez disso acaba envolvido num turbilhão de emoções que não compreende e às quais não consegue resistir. Diferentemente de qualquer mulher que ele já conheceu, a tímida e quieta Ana parece enxergar através de Christian – além do empresário extremamente bem-sucedido, de estilo de vida sofisticado, até o homem de coração frio e ferido. Será que, com Ana, Christian conseguirá dissipar os horrores de sua infância que o assombram todas as noites? Ou seus desejos sexuais obscuros, sua compulsão por controle e a profunda aversão que sente por si mesmo vão afastar a garota e destruir a frágil esperança que ela lhe oferece?

    2. O direito de pular páginas. Um livro que você leu… só o que interessava.
Foi o livro O Ateneu (Raul Pompeia). Este foi o único livro de leitura obrigatória no colégio e não consegui ler. Curiosamente, foi leitura obrigatória também na faculdade e outra vez tive que fazer uma leitura ultradinâmica porque não conseguia me envolver no enredo. 
Sinopse: O Ateneu constitui uma das obras-primas da literatura brasileira. Autobiográfico, o livro mostra o jovem autor como personalidade sensível que se transformou em crítico impiedoso do que viveu e viu na adolescência passada no colégio interno. A obra retrata o doloroso processo de transição da infância à idade adulta.

 







3. O direito de não terminar um livro. Um livro que você começou algumas vezes antes de ler inteiro.
Foi o lindo Capitães da Areia (Jorge Amado). Capitães da Areia nos traz um grupo de crianças de rua de Salvador que vivem num trapiche, uma espécie de armazém abandonado perto da praia. Eles chegaram ali por diferentes razões, mas todos têm algo em comum: o abandono. Se auto intitularam Capitães da Areia e são muito conhecidos na capital baiana pelos delitos que cometem diariamente. As pessoas têm medo porque eles roubam para sobreviver, mas eles também têm medo das pessoas, que os olham como aberrações. São fujões que foram abusados, criaram sua própria justiça social e embora sejam foras da lei, são extremamente honestos dentro do grupo. É um grupo diverso formado por órfãos ou abandonados, que nunca tiveram o amor de uma mãe ou de um pai. São brancos e negros. Não possuem estereótipo. Uns são bonitos, outros tem necessidades especiais, mas acima de tudo são crianças que precisaram virar adultos para sobreviver. O mundo não os desejou e por isso lhes dá as costas.


 

4. O direito de reler. Um livro que você salvaria no fim do mundo, para reler pela eternidade
Tentaria salvar vários, mas o que me veio à mente foi um dos favoritos da vida, A Ira dos Anjos (Sidney Sheldon). O livro nos traz Jennifer Parker, uma advogada recém-formada, deixando o interior para iniciar sua carreira em Manhatan, Nova York, como assistente de um renomado promotor público, Robert di Silva. Porém Jennifer é usada na sabotagem do importante caso que o promotor está cuidando e logo nas primeiras horas de trabalho, é acusada de envolvimento com a Máfia americana e corre o risco de ter a sua licença de advogada caçada. Jennifer não sabe como provar sua inocência e ainda tem que sobreviver na metrópole. É assim que se inicia o livro e a história se desenvolve sobre a brilhante carreira da protagonista, sua luta para vencer enquanto profissional em um ambiente dominado por homens, sua trajetória de sucesso conquistada com uma diversidade incrível de causas. Entre uma vitória e outra no tribunal, encontramos uma mulher que ama apaixonadamente um homem proibido, que é fiel aos seus princípios e desenvolve uma série de amizades maravilhosas.

 

5. O direito de ler qualquer coisa. O livro mais improvável que você já leu e gostou, e que algumas pessoas talvez duvidem que você leu
Foi Priest (Sierra Simone). Este é um daqueles livros que se tornou febre quando foi descoberto pelos grupos literários e ao ler sobre ele, fui infectada. Os comentários deixaram claro que se tratava de um livro com duas abordagens que pouco me interessam: é erótico e traz a polêmica da religião na premissa, mas, ainda assim, eu quis ler e gostei. Temos Tyler, conhecido por sua comunidade como Padre Bell. Tyler é o padre da igreja St. Margaret, localizada em uma cidade pequena no interior dos Estados Unidos. Ele é jovem e saudável, além de muito bonito. Cuida da igreja com devoção, criatividade e fidelidade com as escrituras sagradas até que uma jovem, a Poppy, aparece na sua paróquia para se confessar e uma atração incontrolável entre os dois se estabelece e temos uma paixão proibida. 

 




6. O direito ao bovarismo (doença textualmente transmissível) Um livro que parecia ótimo! Mas o tempo passou…e você pensou a respeito
Foi Os Treze Porquês (Jay Asher). O livro nos traz o Clay Jensen que ao voltar para casa depois da escola, encontra na porta um misterioso pacote com seu nome com várias fitas cassetes. O garoto ouve as gravações e se dá conta de que elas foram feitas por Hannah Baker - uma colega de classe e antiga paquera -, que cometeu suicídio duas semanas atrás. Nas fitas, Hannah explica os treze motivos que a levaram à decisão de se matar, sendo que Clay é um desses motivos e ele precisa ouvir tudo até o fim para descobrir como contribuiu para esse trágico acontecimento. Foi um livro que na época me deixou bem impactada com o tema, mas que com o passar do tempo, amadureceu de uma forma negativa em minhas memórias. Na minha opinião, foi um pouco irresponsável e superficial.

 





7. O direito de ler uma frase aqui e outra ali. Um livro que te alimenta com pequenas doses diárias
Não são exatamente doses diárias e nem se trata apenas de um livro, mas de uma forma geral, os livros de crônicas da Martha Medeiros sempre surtem esse efeito em mim, os procuro para lembrar de alguma coisa ou até mesmo da sensação que tive ao lê-los. Vou deixar marcado um dos que mais gostei de ler que foi Meu Melhor, a coletânea das melhores crônicas dela. O livro traz 104 crônicas, 100 já foram publicadas e 4 são inéditas. Todas abordam o dia a dia e ressaltam algo profundo e relevante para a vida de situações aparentemente banais. A autora discorre sobre o amor, a vida a dois, a vida familiar, profissão, viagens, teatro e música e nos deixa feliz a cada texto lido pois apesar da linguagem fácil e leve, ao mesmo tempo, são intensos e muito apaixonados.

 



8. O direito de ler em voz alta. Um livro que você precisou ler em voz alta
Sempre que leio em inglês, leio em voz alta, por isso são leituras que faço em casa e sozinha. Um desses livros foi Confess (Colleen Hoover). As primeiras páginas já são de arrancar lágrimas, com Auburn e Adam se despedindo. Eles têm 15 e 16 anos respectivamente e Adam está no estágio final de um câncer. Eles começaram a namorar antes que Adam recebesse o diagnóstico e ainda moravam em Portland, mas com a descoberta da doença, a família dele decidiu levá-lo para Dallas. Neste momento final, Auburn largou tudo em Portland para ficar ao lado do namorado, mas suas famílias não apoiam o fato dela largar sua vida em função deste amor. Adam morre e Auburn volta para a sua vida. Após um intervalo de cinco anos, reencontramos Auburn de volta a Dallas, preocupada com as finanças e desesperada por um segundo emprego porque precisa de uma boa quantia em dinheiro para pagar um advogado. Nessa busca, ela vai ao estúdio de arte do Owen, artista plástico que produz telas a partir de confissões: as pessoas escrevem confissões em pedaços de papel, ele lê e encontra inspiração para pintar. Owen precisa de uma assistente para a exposição que fará naquela noite e assim, ele e Auburn se conhecem.

    9. O direito de calar. Um livro que te deixou sem palavras, porque era muito bom…ou muito ruim
Vamos de muito bom? O último favorito que li foi Nascido do Crime (Trevor Noah). O livro traz a história de vida de Trevor Noah, hoje com 36 anos que nasceu de uma relação ilícita. Não estou falando que sua mãe ou seu pai eram casados com outras pessoas quando nasceu, não é isso que torna sua concepção errada. O que fez Trevor nascer de um crime foi o fato da mãe ser negra, o pai branco e ele ter nascido na África do Sul durante o Apartheid, regime político de forte segregação racial em que dirigentes brancos se aproveitaram da vulnerabilidade da população negra para marginalizá-los. Ele foi criado e educado pela mãe, Patricia Noah, uma mulher forte, rígida, mas apaixonada pelo filho e decidida dar uma vida melhor a ele. Não apenas em questões materiais, mas que o filho tivesse oportunidades, direto de escolha, sobrevivesse com bravura e determinação diante do racismo legalizado no país.



Essas foram as minhas respostas para a tag. Gostaram? Já leram algum dos livros citados? Discordam? Deixem as suas impressões nos comentários porque vou adorar conferir.

Beijos

11 comentários:

  1. Oi Ivy, tudo bem?

    Gostei dessa TAG. A leitura é liberdade, então todo mundo tem direito de escolher o que quer ou não fazer. Confesso que nunca li nenhum desses livros, apenas os 13 porques e eu gostei da forma como a leitura fluiu, mas depois de amadurecer, o enredo não agradou tanto...
    Sobre Grey, eu acho que a autora só queria ganhar mais um dinheirinho... por isso criou esse livro.

    Beijinhos,
    Ani
    www.entrechocolatesemusicas.com.br

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  2. Olá, tudo bem? Ahhh, que tudo essa tag, não conhecia ainda! Tenho muita vontade de ler "Os treze porquês", é uma pena que a obra não seja mais "tudo aquilo" para você.

    Beijos,
    Duas Livreiras

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  3. Ooi,
    Adorei essa tag! É inspirada nos direitos do leitor do Daniel Pennac né?! Eu fiquei com vontade de responder! ahaha Dos livros que você citou eu só li os 13 porquês e faz tanto tempo que eu nem lembro do que achei ahaha Parabéns pelo post!

    Beijos

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  4. Oi!
    Parabéns por suas leituras, adorei essa tag!
    Tem alguns livros que não li ainda que você comentou, fiquei interessada em Confess da CoHo e Priest que já ouvi comentários e acabei esquecendo, mas agora anotei a dica e procurar saber mais. Obrigada por sua sinceridade em falar sobre os livros e parabéns pelo post!

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  5. Ah, mas eu irei fazer essa Tag no meu blog tbm. Tem muitos tópicos que desejaria falar sobre. rsrs Mas para não deixar o comentário vazio, um dos livros que tbm não leria de jeito nenhum são os da série 50 tons de cinza, deus me livre.... Provavelmente essa será minha resposta tbm nesse quesito.

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  6. Oie, tudo bom?
    Dos livros que foram citados, só li "13 reasons why" e já não gostei de cara! ahahaha
    Já anotei o do Sidney Sheldon aqui na listinha de desejados! Amei suas dicas!

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  7. Amei a tag!!! Eu acho que já a respondi em algum momento lá no blog, mas não tenho certeza. Sem sombra de dúvidas, nossos direitos como leitores precisam ser respeitados!

    Eu uso quase todos esses direitos, menos o número dois, pois se eu pular as páginas de um livro depois eu volto nelas e as leio, pois me sinto culpada.kkkkkkk...

    Amo demais o Sidney Sheldon, é um dos meus autores preferidos e já li quase tudo que ele escreveu. A Ira dos Anjos acabou comigo. É um dos livros mais dolorosos dele, no qual ele não teve um pingo de piedade da protagonista. Dói lembrar tudo o que ela passou, tudo o que perdeu. :(

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  8. Amei a tag e as resposta, deixarei salvo para responder.
    Os livros citados a grande maioria nao li ou nao faz meu genero, mas o primeiro livro que vc citou: Grey nao leria tbm nao...

    Brubs
    https://quemevcbrubs.blogspot.com

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  9. Oi, Ivi! Tudo bem?
    Eu amei essa tag e adorei suas respostas. Eu também não leria Grey de jeito nenhum. Inclusive, responderia 50 tons na pergunta de "O direito de não terminar", só que no caso eu nunca cheguei a ler inteiro. Abandonei mesmo hahaha. Dos demais livros, eu só li Confesse e também chorei logo no começo. Nunca li em voz alta assim, mas achei uma ideia interessante para quando for ler em inglês.
    Beijos!

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  10. Olá Ivi!!!
    Eu acho que vi a TAG em um canal que acompanho, mas não lembro qual e bem eu sou uma leitora que leu "Grey" mas se não faz seu gênero não é bom se forçar a ler.
    Alguns dos livros que você falou eu conheço por ser algo da nossa literatura.

    lereliterario.blogspot.com

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  11. Oi Ivy, tudo bem?
    De todos os nove livros citados, eu só não conheço o da Martha Medeiros e o último que tu mencionou, mas já me interessei MUITO. Posso falar sobre o terceiro ponto mencionando o meu caso com "O Historiador", da Elizabeth Kostova. Pensa num livro difícil de continuar porque a quantidade de descrição é o inferno! Foram três tentativas antes de seguir em frente com a leitura e acabou que hoje ela é uma das minhas favoritas, me fez redescobrir o motivo pelo qual eu sempre fui apaixonada por História.
    Um beijo de fogo e gelo da Lady Trotsky...
    http://www.osvampirosportenhos.com.br

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