17.2.20

Colega de Quarto (Victor Bonini)

Ficha Técnica:
Nome Original: Colega de Quarto
Autor: Victor Bonini
País de Origem: Brasil
Número de Páginas: 279
Ano de Lançamento: 2015
ISBN-13: 9788562409509
Editora: Faro Editoria

Oi gente que ama livros, hoje venho com a resenha do 10º livro lido em 2020 e foi Colega de Quarto (Victor Bonini). Tenho sentido cada vez mais vontade de ler suspense policial e nos últimos tempos tenho lido e ouvido muitos elogios para o autor Victor Bonini, por isso decidi conhecer sua escrita através deste livro.

O livro nos traz Eric Shatz, estudante de direito de classe média alta, que procura o detetive Conrado Bardeli para pedir ajuda porque acredita existir um ‘colega de quarto’ em seu apartamento. Muito atormentado e nervoso, Eric conta que percebe que tem companhia dentro do seu apartamento: uma escova de dentes que não reconhece, um par de chinelos sobressalente e ouve barulhos como alguém usando o seu forno de micro-ondas e seu banheiro. Isso o deixa muito atormentado, mas o investigador Conrado não dá muita importância para sua queixa e o rapaz vai embora contrariado. Mais tarde, Eric liga para o investigador, diz que está em casa e tem certeza que não está sozinho, entretanto ruídos cortam a ligação. Na manhã do dia seguinte, Conrado descobre que Eric se matou, se jogando da janela do apartamento no décimo quinto andar.

O livro se desenvolve sobre a investigação deste suicídio e a cada passo da investigação, mais fica evidente que o rapaz foi assassinado e uma série de suspeitos começam a aparecer, envolvendo os amigos próximos e até sua família.

À medida que Conrado embarca na história do garoto, fatos e mais fatos começam a vir à tona e aos poucos se ligam em uma teia de acontecimentos. Conhecemos a mãe de Eric, distinta dama, dona de uma gigante empresa, que começa a demonstrar ser uma mulher muito fria e que pode esconder terríveis segredos. Zeca e Dênis, amigos de Eric, também são cheios de segredos lentamente desvendados. Aos poucos, com muita determinação e alguns métodos pouco ortodoxos, Conrado desencava motivos, mentiras e suspeitos.

A escrita do autor é muito fluida e faz com que o livro tenha um ritmo muito bom. Os capítulos são curtos e enxutos e é quase impossível parar a leitura. Existe também uma brasilidade muito bem pontuada na narrativa, o que me aproximou muito do enredo. Por exemplo, o autor despretensiosamente descreve um personagem usando o metrô paulista e a cena é tão fluida e bem desenvolvida que é impossível não se identificar com o ambiente. 

Ainda assim, eu fiquei um pouco desapontada com o final. A narrativa ganha fôlego e se aproxima da conclusão de uma forma frenética para nos apresentar um desfecho relativamente fraco. Em momento algum eu imaginei aquele final, mas apesar da surpresa, faltou um pouco de consistência para que esta conclusão fosse realmente crível.

De qualquer forma, a experiência de leitura foi proveitosa e me deixou curiosa e empolgada para ler mais obras do autor.

Para quem gosta de livros com investigações policiais e com um cenário urbano nacional bem descrito, o livro é uma excelente indicação. 

Eu gostei, apesar do final fraco.


Um pouco sobre o autor: Victor Bonini nasceu em São Paulo, morou em Vinhedo, interior do estado, e voltou à capital para cursar jornalismo. Na universidade, seu elogiado trabalho de conclusão de curso, em parceria com Mariana Janjácomo, gerou um livro sobre o caso Pesseghini, apresentando vários aspectos do crime que chocou o país em 2013 – o trabalho não foi publicado a pedido da família das vítimas. Aos vinte e dois anos, quando lançou seu primeiro livro, ele finalmente entendeu que escrever sobre assassinos e psicopatas é a forma de entender a mente humana e calar os pensamentos que o assombram. Além de autor, Victor é jornalista e passou pelas redações da TV Globo, GloboNews e VEJA. Alguns de seus livros publicados são:

  • Quando Ela Desaparecer
  • Vozes do Joelma
  • Noite Macabra
  • O Casamento
  • Colega de Quarto

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