17.1.20

Filme da Vez #109 Adoráveis Mulheres

FICHA TÉCNICA:
Título Original: Little Women
Ano de Produção: 2018
Lançamento no Brasil: 09 de janeiro de 2019
Duração: 135 minutos
Gênero: Drama
País de Origem: Estados Unidos
Classificação Etária: 14 anos
Direção: Greta Gerwig
Elenco: Emma Watson, Florence Pugh, Laura Dern, Meryl Streep, Saoirse Ronan, Timothée Chalamet, Abby Quinn, Anthony Estrella, Bill Mootos, Bob Odenkirk, Chris Cooper, Eliza Scanlen, 
Emily Edström, Hadley Robinson, James Norton, Jared Reinfeldt, Jayne Houdyshell, Jen Nikolaisen, Ken Holmes, Lilly Englert, Louis Garrel, Paul Tawczynski, Rafael Silva, Sasha Frolova, Stevie Costa, Tom Kemp, Tom Mariano, Tom Stratford, Tracy Letts, Valerie McGowan.
Sinopse: As irmãs Jo (Saoirse Ronan), Beth (Eliza Scanlen), Meg (Emma Watson) e Amy (Florence Pugh) amadurecem na virada da adolescência para a vida adulta enquanto os Estados Unidos atravessam a Guerra Civil. Com personalidades completamente diferentes, elas enfrentam os desafios de crescer unidas pelo amor que nutrem umas pelas outras.
Oi gente que ama livros, hoje venho comentar com vocês as minhas impressões do filme Adoráveis Mulheres, a segunda adaptação que o clássico Mulherzinhas escrito por Loisa May Alvot ganhou. Eu nunca tive o interesse de ler o livro e nem de assistir a primeira adaptação cinematográfica, mas adianto que após conferir o novo filme, minha curiosidade em ler o livro é imensa.

Ao contar a história do amadurecimento do quarteto de irmãs e suas aventuras em uma época de escolhas restritas e constantes mudanças, o filme alterna entre o passado e o presente de suas vidas, explorando as diferentes facetas de cada uma delas, praticamente se aprofundando em cada um dos aspectos que formam a experiência feminina e humana.


A produção poderia ser atribuída a nossa era de remakes e ascensão de histórias da perspectiva feminina, mas isto seria reduzir a importância do trabalho realizado pela direção. Gretta Gerwig  retorna testando a imortalidade de temas da obra de mais de 150 anos de idade com um êxito admirável. Ela não apenas dá nova vida às icônicas Irmãs March, como identifica o melhor modo de adaptar uma obra literária, inovando o simples ato de contar uma história. 

Menos de 30 anos após a última adaptação, Adoráveis Mulheres retorna com um elenco chamativo liderado por Saiorse Ronan e complementado por nomes como Emma Watson, Florence Pugh, Eliza Scanlen, Laura Dern e Timothée Chalamet.


Enquanto a produção é segura - uma adaptação de um clássico, liderada por um elenco estelar -, a ousadia se encontra no roteiro e direção. A narrativa não-linear, uma das mais chamativas e surpreendentes decisões da diretora, é o que faz o longa acertar em cheio. Distanciando-se do modo clássico de adaptações, a direção levou às telas um livro inteiro sem soar mecânico em nenhum momento. A escolha pode causar certo estranhamento, mas com o desenvolvimento do longa é possível perceber um nível de transposição cinematográfica raramente vista. Com naturalidade, constrói-se uma adaptação que nunca soa como se o público estivesse acompanhando um livro, página por página. 

Enquanto a história e os acontecimentos são familiares para os leitores, o novo Adoráveis Mulheres também se distingue em um fator fundamental, a profundidade dada a todas as irmãs March: não apenas Jo tem seu brilho, Meg, Amy e Beth também são ricas em suas distintas personalidades. Isso completa o cenário com um contexto mais rico para as experiências de Jo que não deixa de ser protagonista e abre o leque para um entendimento maior das escolhas e vivências das personagens. Neste sentido, Amy é a que mais ganha com a escolha, criando o terreno para uma atuação chamativa. 


A divisão de arcos mais equilibrada também faz com que mesmo com tantos nomes qualificados no elenco, ninguém realmente roube o holofote. O elenco complementado por papéis menores interpretados por nomes como Meryl Streep, chama a atenção como um todo e funciona como um organismo só. Por isso, a atuação da protagonista sempre certeira, brilha mais forte quando distante de seu círculo tradicional. O poder e o peso real da revolta interna de Jo aparecem de verdade em suas cenas isoladas da família, como por exemplo, na brilhante sequência final do longa que merece um apreço especial. O jeito que a diretora decidiu amarrar a história de Jo com o de Louisa May Alcott assim como o laço perfeito que encerra o filme é certamente o grande triunfo do novo Adoráveis Mulheres.

Em sua nova obra, Gerwig não apenas constrói paralelos entre os desafios da infância e da maturidade das Irmãs March, como desenvolve perfeitamente simetrias das problemáticas da época e de hoje. Com auxílio da bela fotografia e com uma perspicácia moderna, a cineasta estrutura um amplo terreno para representar cada singularidade humana e faz isso com tanta carisma e delicadeza que justifica muito bem a existência de ainda mais um Adoráveis Mulheres. 

Trailer Oficial

Um comentário:

  1. Ahh que tudo! Eu não sabia que tinham feito uma adaptação do livro.
    Achei super legal, fiquei morrendo de vontade de ver.
    Quero ler o livro também. Interessante como antes você não tinha vontade de ler o livro e agora tem por causa do filme. kkk É o estimulo cinematográfico.
    Beijos!

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