19.3.19

Filme da Vez #91 Capitã Marvel

FICHA TÉCNICA:
Título Original: Captain Marvel
Ano de Produção: 2018
Lançamento no Brasil: 07 de março de 2019
Duração: 128 minutos
Gênero: Ação e Aventura.
País de Origem: EUA
Classificação Etária: 12 anos
Direção: Anna Boden e Ryan Fleck
Elenco: Ben Mendelsohn, Brie Larson, Gemma Chan, Jude Law, Samuel L. Jackson, Adam Hart, Algenis Perez Soto, Chris Evans, Chuku Modu, Clark Gregg, Clayton Chitty, Steve Danvers, Cadet Livanson, Djimon Hounsou, Don Cheadle, Gastón Dalmau, Jeff Bragg, Kenneth Mitchell, Lashana Lynch, Maria Rambeau, Lee Pace, Mark Ruffalo, Mckenna Grace, Mel Powell, Pete Ploszek,  Robert Kazinsky, Rune Temte, Scarlett Johansson, Stan Lee.
Sinopse: Carol Danvers (Brie Larson) é uma ex-piloto da aeronáutica que se torna uma das heroínas mais poderosas da galáxia. Ao se juntar à Força Estelar, uma equipe militar Kree, ela retorna à Terra com novas dúvidas sobre seu passado e sua identidade quando o planeta se encontra no centro de um conflito entre dois mundos alienígenas
Oi gente que ama livros, hoje é dia de comentar com vocês sobre o que eu achei do filme Capitã Marvel. Confesso que meu interesse por esta história era bem pequeno, talvez por não saber nada sobre a personagem, mas, ainda assim, estava eu lá no cinema com meu herdeiro para conferir esta produção.

O enredo do filme é basicamente simples, Carol Danvers foi uma agente da força aérea e depois de ser infectada por um poder alienígena, foi para outro lugar do universo. Agora ela tem que voltar para o seu planeta de origem e impedir que uma raça alienígena domine a terra.


Carol é uma heroína que não sabe tudo e por causa disso, ela erra, se decepciona e cai várias vezes. Mesmo assim, não importa a situação ou o adversário, ela sempre se levanta e tenta de novo, até finalmente conseguir. Esta resiliência, traço fundamental de todos os heróis da Marvel, ganha outro significado. Apesar da força e dos poderes sobrenaturais que a personagem tem, é fácil se identificar com ela em função das escolhas erradas e da forma como ela entende que precisa de ajuda.

Eu esperava um filme mais feminista e ainda que o discurso pela causa esteja presente em diferentes momentos da trama, a produção surpreende por sua cautela e não abraça a causa por completo. O roteiro flerta com o tema, mas não assume estar ali pra isso. O enredo retrata situações machistas cotidianas com muito bom humor, fazendo piada não com as ocorrências, mas com as ideias ultrapassadas que escondem. Há também o evidente cuidado de adaptar a história originais para uma origem mais simbólica e coerente com a atualidade. Porém, o interesse principal aqui não é necessariamente enaltecer o empoderamento ou fazer uma crítica social profunda, mas sim servir ao cronograma do estúdio. Afinal, a heroína chega aos cinemas com o peso de ter que provar que está à altura de Thanos, introduzir a pouco abordada guerra Kree-Skrull e se conectar a vários pontos apresentados em filmes anteriores da Marvel.

Por isso, não é de se estranhar que o longa comece com um ritmo mais lento, tomando tempo para explicar o conflito central – mais profundo do que aparenta – e, claro, o papel da protagonista nesta história. 


A parceria com Nick Fury e o reencontro com a melhor amiga Maria Rambeau são as pontes para explorar a humanidade da personagem e, portanto, para gerar identificação com o público. Sem o carisma e as atuações de Samuel L. Jackson e Lashana Lynch, o filme certamente não seria o mesmo. Embora Brie Larson faça um bom trabalho, é a dupla de humanos sem habilidades especiais que realmente encanta e gera simpatia pela heroína. A pequena Akira Akbar, que vive Monica, também rouba a cena ao representar esta nova geração de meninas sonhadoras, que crescerão com as figuras da Capitã Marvel e da Mulher-Maravilha para as inspirarem a serem o que bem entenderem, e não o que esperam delas.

Uma produção com personagens tão cativantes e uma trama interessante e atual não deveria parecer apenas mais uma, sobretudo considerando que a heroína foi apresentada como a esperança em um mundo pós Guerra Infinita. Entretanto, essa é a sensação predominante. Porque, em última instância, Capitã Marvel é um filme tímido, e se não fosse todo o universo Marvel estabelecido ao redor dele, seria facilmente esquecido.

Ainda assim, Capitã Marvel cumpre seus objetivos com uma história redondinha e apresenta uma líder forte e debochada, sem repetir o tipo arrogante de Tony Stark. Não se pode negar, Carol Danvers tem uma personalidade original. Poderes à parte, seu potencial neste universo está não somente nos seus êxitos, mas também nas suas falhas. É na sua empatia e na sua humanidade que ela triunfa.

Duas observações importantes: existem duas cenas pós créditos que valem a pena ser conferidas. E, o filme é aberto com uma linda homenagem ao Stan Lee. Linda de verdade. Meu filho que é mega fã dele, aplaudiu emocionado!!

Confiram o trailer:

4 comentários:

  1. Olá!

    Eu estava bem curiosa para assistir a este filme, mas a polêmica toda envolvendo a atriz me desanimou bastante!
    Contudo, é bom saber que o livro não foca apenas na vida de heroína, mas também na de humana. Quem sabe futuramente eu não assista?!

    ResponderExcluir
  2. Eu lembro que as pessoas falaram muito deste filme antes mesmo do lançamento. Teve muita polêmica, tentativa de boicote, enfim... E só isso já me faz desejar assistir o filme, ainda mais porque, pelo que entendi, a atriz é feminista e defende esta causa. Super válido então assistir a história da Capitã Marvel.

    Fico um tanto decepcionada em saber que o filme é tímido quando comparado com outros que o antecederam, mas levarei em conta os pontos positivos que você mencionou. E como não sou muito focada em filmes, vou assistir sem grandes expectativas, o que pode contribuir para eu apreciar bastante a história.

    Bjs!

    ResponderExcluir
  3. Olá!
    Tenho visto boas críticas sobre esse filme e me chamou atenção até porque tem umas polêmicas interessantes em relação a força da personagem. Não conheço muito sobre super heróis mas acredito que seja um bom entretenimento.

    Camila de Moraes

    ResponderExcluir
  4. Olá Ivi, eu assisti o filme na semana em que foi lançado, da mesma forma que você também não conhecia muita da personagens e não fui com muitas expectativas e apesar da trama ser bem simples mesmo ache ele até que bom e com uma mensagem bacana *-*

    ResponderExcluir