Tag dos 50% - 2022

quarta-feira, 6 de julho de 2022


Oi gente que ama livros, hoje venho responder a Tag dos 50%, que tem como objetivo fazer um sobre as nossas leituras no primeiro semestre de 2022.

Vamos conferir?

1. O melhor livro que você leu até agora
Gente Ansiosa (Fredrik Backman): O livro nos traz uma série de personagens distintos entre si, mas com algo em comum: não estão satisfeitos com suas vidas. Após uma tentativa frustrada de assalto a um banco, alguém se refugia em um apartamento cheio de pessoas e assim, elas se tornam seus reféns e o livro desenvolverá a vida de cada um destes personagens, bem como dos policiais do lado de fora desta cena de crime para nos fazer pensar em como a vida adulta é um caos. Você já teve a sensação de que a sua vida tomou um rumo completamente errado e você nem teve tempo de reajustar a rota? Ou, de maneira ainda mais simples, já enfrentou um daqueles dias de cão em que você tem a certeza de ter levantado com o pé esquerdo da cama? Sob certo ponto de vista, é isso que acontece em Gente Ansiosa. O que era para ser um assalto a banco rápido e indolor se transforma em um drama de reféns, já que 8 pessoas estão presentes no tal apartamento. A polícia está com poucos funcionários em serviço devido à proximidade do Réveillon, o assaltante de banco não queria machucar ninguém e as essas pessoas não poderiam ser mais diversas – inclusive nas reações à situação. Esse é o cenário com que o autor nos apresenta uma história cativante desde a primeira página.

2. A melhor continuação que você leu até agora.
Inverno no Mundo (Ken Follet): Contra o pano de fundo de uma depressão mundial que resultou em desemprego generalizado, o Cabo Hitler, detentor de uma Cruz de Ferro, medalha dada pelos feitos de guerra, organizou uma falange terrorista e tomou de assalto o poder, pavimentando uma ideologia totalmente desprovida de sentido. O livro é aberto no ano crítico de 1933. Tendo como pano de fundo a “grande depressão mundial” que resultou em um desemprego generalizado e ascensão de Hitler ao poder. Armado de um amplo conhecimento dessa época, o autor arma a trama do livro. Conta as atividades dos camisas pardas consolidando-se no poder, destrói redações de jornais, brutaliza adversários políticos passando por cima do parlamento e todas as práticas bárbaras que desembocam no antissemitismo brutal. O incêndio do Reichtag (parlamento alemão) já revela o primeiro sintoma do que viria a acontecer. Cenas de bandidos uniformizados de camisas pardas roubam um restaurante pertencente a um homem gay que é entregue a cães famintos para que façam o trabalho sujo: trucidar o rapaz. Além dessas bestialidades que aconteceram na vida real, vivenciadas no livro por personagens da ficção, também vemos os deficientes físicos e mentais sendo enviados para um hospital do qual nunca sairão. Praticamente todos os personagens principais de "Queda de Gigantes" reaparecem no novo livro. A maioria deles assume papéis de apoio, enquanto seus filhos assumem a frente de um complexo de narrativas que se cruzam. "Inverno do Mundo" é contado através dos olhos de cinco famílias inter-relacionadas – americana, alemã, russa, inglesa e galesa.

3. Algum lançamento do primeiro semestre que você ainda não leu, mas quer muito.
Arrastados (Daniela Arbex) 
Sinopse: Jornalista investigativa premiada, a mineira Daniela Arbex foi a campo para reconstituir em detalhes as primeiras 96 horas após o colapso. Ela entrevistou sobreviventes, familiares das vítimas, bombeiros, médicos-legistas, policiais e moradores das áreas atingidas em Brumadinho.











4. O livro mais aguardado do segundo semestre.
Carrie Soto Is Back (Taylor Jenkins Reid): 
Sinopse: Neste poderoso romance sobre o custo da grandeza, uma atleta lendária tenta um retorno quando o mundo a considera que já passou de seu auge. Carrie Soto é feroz e sua determinação de vencer a qualquer custo não a tornou popular. Mas quando se aposenta do tênis, ela é a melhor jogadora que o mundo já viu. Ela quebrou todos os recordes e conquistou vinte títulos de Grand Slam. E se você perguntar a Carrie, ela tem direito a todos. Ela sacrificou quase tudo para se tornar a melhor, com seu pai, Javier, como treinador. Como ex-campeão, Javier a treina desde os dois anos de idade. Mas seis anos após sua aposentadoria, Carrie se vê sentada nas arquibancadas do US Open de 1994, vendo seu recorde ser tirado dela por uma jogadora brutal e impressionante chamada Nicki Chan. Aos trinta e sete anos, Carrie toma a decisão monumental de sair da aposentadoria e ser treinada por seu pai por um ano na tentativa de recuperar seu recorde. Mesmo que a mídia esportiva diga que nunca gostou do "Machado de Batalha" de qualquer maneira. Mesmo que seu corpo não se mova tão rápido quanto antes. E mesmo que isso signifique engolir seu orgulho de treinar com um homem para quem ela quase abriu seu coração: Bowe Huntley. Como ela, ele tem algo a provar antes de desistir do jogo para sempre. Apesar de tudo, Carrie Soto está de volta, para uma temporada final épica. Neste romance fascinante e inesquecível, Taylor Jenkins Reid conta sua história mais vulnerável e emocional até agora.

5. O livro que mais te decepcionou esse ano.
Onde Está Daisy Mason (Cara Hunter): O livro traz o desaparecimento de uma garotinha de 8 anos em uma festa na casa da sua família. A autora deixa claro logo na abertura do livro que não é de perder tempo com detalhes que não sejam essenciais para a história. Isso dá um ritmo bem alucinante para a obra porque tudo acontece de forma muito rápida, sempre com aquela deixa ao fim de cada trecho narrativo. Para os leitores curiosos ou mais afoitos isso é um prato cheio para não largar o livro até o desfecho. Nossa curiosidade e senso investigativo são fisgados facilmente e a autora ainda espalha iscas e reviravoltas ao longo de todo o livro. A cada momento nossa atenção é desviada para um personagem, o que confunde e faz com que a revelação do epílogo seja bem surpreendente. Porém o livro tem furos narrativos que me deixaram extremamente insatisfeita com o enredo, bem como com toda a divulgação em que o livro era vendido como um suspense impecável.


6. O livro que mais te surpreendeu esse ano.
A biblioteca da meia-noite (Matt Haig): O livro nos traz a Nora, uma mulher que não está vivendo o melhor momento de sua vida. Seu gato é atropelado e ela é demitida. Já melancólica em função de outras circunstâncias, ela decide dar fim a própria vida, mas antes de morrer definitivamente, vai parar em um lugar chamado Biblioteca da Meia Noite, em que há uma quantidade infindável de livros e cada volume é uma possibilidade de vida para ela. Cada decisão que Nora tomou em sua vida está ali e se ela quiser pode retornar para cada momento. Se voltar e se sentir satisfeita, pode continuar naquela vida e não morrer. Se não se sentir feliz, retorna para a Biblioteca podendo escolher outra vida e assim o faz. Entretanto, cada vida que Nora escolhe se torna frustrante e ela retorna para a Biblioteca a cada nova escolha, tornando essa experiência algo ainda mais decepcionante. O livro faz uma reflexão simples, mas muito intensa sobre as nossas próprias escolhas no decorrer de nossas vidas e do quanto cada pequena decisão pode nos colocar em caminhos distintos e também alterar o caminhar de quem está próximo a nós. Isso me tocou profundamente pois embora eu acredite que sou uma pessoa feliz com todas as decisões que tomei para estar onde estou hoje, as vezes penso em como eu estaria se tivesse tomado outras decisões.

7. Novo autor favorito (que lançou seu primeiro livro nesse semestre, ou que você conheceu recentemente).
Lionel Shriver. Depois da experiência avassaladora com o intenso Precisamos Falar Sobre o Kevin, eu já quero ler tudo desta autora. Lionel Shriver (cujo nome de nascimento é Margaret Ann Shriver) nasceu em 18 de maio de 1957. É jornalista e escritora. Nasceu em Gastonia, Carolina do Norte, EUA, no seio de uma família extremamente religiosa, sendo o seu pai pastor Presbiteriano. Mudou o seu nome quando tinha 15 anos (de Margaret Ann para Lionel) porque gostava da forma como soava. Frequentou a Universidade de Columbia. Já viveu em Nairobi, Bangcoc e Belfast. Neste momento, divide o seu tempo entre Londres e Nova Iorque. Colabora com diversos jornais, entre outros, The Wall Street Journal, The Philadelphia Inquirer e The Economist. É casada com um músico de jazz. 

8. Seu personagem favorito mais recente.
Nancy Wake do livro Libertação (Imogen Keasley): Nancy Wake foi uma jornalista casada com um membro da alta sociedade de Marselha e líder da resistência naquela cidade. Nancy Wake realmente existiu e há duas biografias escritas sobre ela e sua relevância como uma das responsáveis pelo fim da dominação alemã sobre a França. Esse livro me surpreendeu muito pois foi uma das melhores obras de guerra que li – e já li muito com este tema e fundo histórico – e minha grande surpresa foi nunca ter ouvido falar de Nancy. Após a leitura do livro, eu estava muito envolvida com a personagem e desejando ser sua melhor amiga. Acompanhamos a saga de uma mulher que fez muito pela França sem ser francesa, pois nasceu na Nova Zelândia. Ela conseguia transitar nas mais altas rodas sociais e também nos becos mais escuros para conseguir salvar pessoas dos destinos tenebrosos que o nazismo impôs a muitos grupos. Foi uma mulher que nunca perdeu a coragem e a vontade de viver. É muito interessante ver as diversas facetas de Nancy, pois ela é líder, esposa, combatente e também se doava por completo para a causa em que acreditava. Ao mesmo tempo em que tentava salvar o homem a quem amava, tentava também colaborar como podia.

9. Um livro que te fez chorar nesse primeiro semestre.
Nossas Pegadas Mundo Afora (Tatiana Bugueño): O livro nos traz a experiência de um casal apaixonado explorando o mundo. Em uma narrativa não ficcional, Tatiana e Maurício visitaram 36 países e mais de 360 cidades ao redor do globo terrestre e em sua forma despojada de viajar, de mochila e com orçamento controlado, temos acesso as aventuras que o casal viveu no frio, no calor, com fome e fartura, com superação de obstáculos e sobretudo, desafios vencidos. Tatiana escreve de forma leve, como se estivesse conversando com o leitor. É como se uma conhecida chegasse até você e relatasse de forma informal como foi sua última viagem de férias. Nesse relato tem de tudo: de deslumbramento, micos, frustrações e perrengues a realização de sonhos. Embora seja em sua grande maioria composto por relatos de viagens, a linha condutora do livro é outra e nela talvez encontramos seu diferencial. Tatiana nos conta a motivação em compartilhar suas experiências com o mundo, em função da linda história de amor vivida ao lado do marido e também como essas aventuras vividas além da fronteira precisaram ser ressignificadas após o sério diagnóstico recebido por Maurício em 2015, que colocou uma vírgula em suas viagens.

10. Um livro que te deixou feliz nesse primeiro semestre.
Again Rachel (Marian Keyes): Sem dúvida ter e ler este livro me proporcionou extrema alegria. Este livro é uma sequência do livro Férias que por sua vez, é o segundo livro da série das Irmãs Walsh, que amo demais. Quando soube do lançamento lá fora, não esperei o lançamento no Brasil, tratei de me dar de presente e foi maravilhoso. Nos anos noventa, Rachel Walsh era uma bagunça, mas um período na reabilitação transformou tudo. A vida tornou-se muito boa e hoje em dia, Rachel tem amor, família, um ótimo trabalho e até um belo jardim cuidado por ela mesma. Seu único mau hábito é gostar de tênis caros, mas com o repentino reaparecimento de um homem que ela já amou, sua vida oscila. Ela pensou que estava tudo resolvido, mas está prestes a descobrir que não importa a idade, tudo pode mudar. Este livro me fez rir, pensar na vida e embora seja uma sequência desnecessária, eu adorei voltar a este universo.




11. Sua resenha favorita desse primeiro semestre (escrita ou em vídeo).
Talvez Você Deva Conversar com Alguém (Lori Gottlieb): A resenha completa pode ser acessada AQUI mas adianto que meu interesse pelo livro surgiu após ver várias pessoas elogiando sua relevância. Como eu estava com vontade de ler não ficção, parti para a leitura animada. Apesar de estarmos no século XXI (em 2020), a terapia ainda é um tabu para muitos. Algumas pessoas continuam a acreditar que manter consultas com psicólogos é apenas para quem está passando por algum momento conturbado mentalmente ou coisa do tipo, mas não é nada disso. A psicologia é um suporte para enfrentarmos a realidade. O excelente livro aborda este tema. Escrito em primeira pessoa, a obra é um relato completo, bem-humorado e contundente sobre a experiência de Lori como terapeuta. Ela mescla a vida pessoal com os atendimentos realizados e sua própria experiência ao fazer terapia. É nessa intersecção de assuntos que o livro se torna rico. Saindo de um academicismo qualquer e esquecível, Lori Gottlier humaniza a figura da terapeuta e quebra qualquer barreira do divã. O leitor -- seja alguém que faz terapia ou que nunca sequer cogitou conversar com um psicólogo em toda a sua vida -- tem seus preconceitos quebrados logo de cara e vai muito além.

12. O livro mais bonito que você comprou ou ganhou esse ano.
Os Pilares da Terra (Ken Follet): Essa edição lindíssima foi presente de um amigo em função do meu aniversário e além da edição ser maravilhosa, o enredo também é perfeito. O livro nos traz o Tom, um construtor, um típico homem à procura de emprego para sustentar sua esposa grávida e seus dois filhos. Engenhoso com obras, Tom se vê preocupado com a vinda das estações mais rigorosas, a escassez de comida e a ausência de um trabalho para prover sua família. Porém, sua vida tende a mudar quando ele conhece a cidade de Kingsbridge. Nesta cidade, uma grandiosa catedral está para ser erguida, porém muitos conflitos estão ao seu redor. Enquanto uns tendem a atrasar a obra por interesse e perversidade, outros lutarão para que ela seja a mais magnífica e bela de toda a Inglaterra. É neste momento em que uma grande guerra política se inicia em um mundo devastado por conflitos regionais entre o clero e a realeza. Enquanto que Tom luta para sua sobrevivência e a da sua família, novos personagens vão ao seu encontro tornando sua vida mais complicada ou mais simples. Ele precisará de sorte para enfrentar a conturbada e obscura era da nossa história.

13. Quais livros você precisa ou quer muito ler até o final do ano?
    • Walt Disney – O Triunfo da Imaginação Americana (Neal Gabler)
    • Quando os Mortos Falam (Claudia Lemes)
    • Rastro de Sangue: Jack, o Estripador (Kerri Maniscalco)
    • Tudo Sobre o Amor (bell hooks)
    • The Underground Railroad: Os caminhos para a Liberdade (Colson Whitehead)

Enfim, esse foi o resumo do meu semestre literário. Como foi o primeiro semestre de leituras para vocês? Deixem nos comentários porque vou adorar conferir.

Beijos

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Ivi Campos

46 anos. De todas as coisas que ela é, ser a mãe do André é a que mais a faz feliz. Funcionária Pública e Escritora. Apaixonada por música latina e obcecada por Ricky Martin, Tommy Torres, Pablo Alboran e Maluma! Bookaholic sem esperanças de cura, blogueira por opção e gremista porque nasceu para ser IMORTAL! Alguém que procura concretizar nas palavras o abstrato do coração.




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