27.9.21

Fúria (Stephen King)

Ficha Técnica:
Nome Original: Rage
Autora: Stephen King
País de Origem: Estados Unidos
Tradução: 
Número de Páginas: 241
Ano de Lançamento: 1977
ISBN-13: 9780451076458
Editora: Francisco Alves

Oi gente que ama livros, hoje venho com a resenha do 72º livro lido em 2021 e foi Fúria (Stephen King). Minha curiosidade com o livor surgiu do fato do próprio autor retirar o livor das livrarias e  proibir sua republicação por acreditar que de alguma forma, o livro tenha influenciado criminosos em seus delitos. 

Originalmente, o livro recebeu o nome de Rage e é o primeiro livro lançado pelo autor sob o pseudônimo Richard Bachman. Apesar de publicado em 1977, o livro foi escrito em 1966, por volta de 11 anos antes do seu lançamento pela editora Signet. 

Fúria também faz parte de uma antologia conhecida como The Bachman Books, onde estão reunidos em um único volume os quatro primeiros romances publicado sob esse pseudônimo.

O motivo que levou ao pedido de cancelamento, ou banimento do livro pelo próprio autor foi a tragédia acontecida no dia 20 de abril de 1999, no Condado de Jefferson, estado do Colorado nos Estados Unidos, no Instituto Columbine, que ficou conhecida como Massacre em Columbine. Mesmo cancelado é possível encontrar o livro, tanto a edição original quanto a edição brasileira, creio eu, em sebos ou através de outros leitores. 

A história de Rage se passa na fictícia cidade de Placerville, localizada no Maine, Estados Unidos. Lá o jovem Charlie Decker acaba tendo o seu dia de fúria e decide, entre outras coisas, manter os seus colegas de classe como reféns. O que poderia parecer apenas mais um caso de delinquência, mostra-se, na verdade, como uma bem escrita crítica ao sistema educacional norte-americano, aliado à falência da instituição familiar, retratada através dos pais de Charlie, à repressão sexual e crise existencial (algo que o próprio autor disse estar passando quando escreveu o livro), problemas da adolescência e hipocrisia da sociedade americana. Aliás, a parte da hipocrisia está muito descrita quando o leitor conhece mais de outros personagens, em especial aqueles que deveriam cuidar da educação acadêmica dos adolescentes que aparecem no livro.

A narrativa fica ainda mais real pelo fato da história ser contada pelo próprio Charlie, mostrando o seu ponto de vista da situação, mais como uma explicação do que como uma justificativa. Não há nenhuma intenção de fazer o leitor se simpatizar com o Charlie, mas apenas compreender o porquê a situação chegou nesse ponto.

Toda a narrativa é construída através do relato do Charlie, mostrando claramente ao leitor que a história toda já aconteceu e não que está acontecendo no momento da leitura. Alguns capítulos são flashbacks, onde o autor encaixa alguns fatos que podem ajudar a explicar essa dia de fúria do jovem.

Não chega a ser um livro de terror/horror, pois o conteúdo sobrenatural é praticamente ausente, porém aquela preocupação em se expor a fragilidade psicológica do ser humano está muito presente no texto, que embora seja bem curto, é muito bem desenvolvido.

A coisa mais interessante do livro e que me tocou bastante foram as cenas finais, quando finalmente é revelado a real situação do Charlie e para quem de fato ele está narrando toda a história.

É um livro intenso, forte e que embora não tenha a maturidade da escrita que encontramos hoje nos livros do autor, é um bom livro.

Gostei!


Um pouco sobre o autor:
Stephen Edwin King é um escritor americano, reconhecido como um dos mais notáveis escritores de contos de horror fantástico e ficção de sua geração. Os seus livros venderam mais de 350 milhões de cópias, com publicações em mais de 40 países. 

Livros do autor que eu já li:

1977 – O Iluminado
1977 – Fúria
1979 – A Zona Morta 
1982 – Quatro Estações
1983 – O Cemitério 
1986 – It - A Coisa 
1987 – Misery – Louca Obsessão
1996 – À Espera de Um Milagre
2006 – LOVE: A História de Lisey 
2009 – Sob a Redoma 
2011 – Novembro de 63 
2017 – Belas Adormecidas

Um comentário:

  1. Imagina o peso de imaginar que criminosos inspiraram-se em sua obra para fazer barbaridades?!
    Coitado do Stephen King! Ainda bem que isso não abalou sua escrita ao longo de sua carreira.

    Danielle Medeiros de Souza
    danibsb030501@yahoo.com.br

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