3.9.20

Politicagens Book Tag


Oi gente que ama livros, hoje trago pra vocês uma tag divertida e bem relevante para os dias atuais do nosso Brasil Varonil: Politicagens Book Tag, que tem como objetivo associar posições e temas políticos com livros.

Vamos conferir?

1) DEPUTADO FEDERAL: Um autor que você fiscaliza cada passo dele (redes sociais, lançamentos e etc)
Quem? Quem Quem??? Ele mesmo, John Boyne! Vou falar uma coisa para vocês: este homem é bem difícil de ser stalkeado, porque ele cancela os perfis dele nas redes sociais de vez em quando e eu fico desesperada achando que ele sumiu e nunca voltará a publicar, depois volta do nada e eu descanso meu coração. Houve uma época em que ele respondia os twites ao ponto de termos uma conversa via Twitter, mas isso faz parte do passado porque atualmente ele nem vê as mensagens. Mas ainda assim, sigo vasculhando a internet para nunca perder nenhuma novidade!!!

2) DITADURA: Um livro que, se fosse em outra época, seria censurado.
Acho que muita gente que não leu este livro, o censuraria ainda hoje e estou falando de Priest (Simone Sierra). Este é um daqueles livros que se tornou febre quando foi descoberto pelos grupos literários e ao ler sobre ele, fui infectada. Os comentários deixaram claro que se tratava de um livro com duas abordagens que pouco me interessam: é erótico e traz a polêmica da religião na premissa, mas, ainda assim, eu quis ler e gostei. Temos Tyler, conhecido por sua comunidade como Padre Bell. Tyler é o padre da igreja St. Margaret, localizada em uma cidade pequena no interior dos Estados Unidos. Ele é jovem e saudável, além de muito bonito. Cuida da igreja com devoção, criatividade e fidelidade com as escrituras sagradas até que uma jovem, a Poppy, aparece na sua paróquia para se confessar, uma atração incontrolável entre os dois se estabelece e temos uma paixão proibida. O livro é repleto de cenas eróticas entre o padre e Poppy, muitas delas dentro da igreja e acredito que os mais fervorosos católicos censurariam este livro sem medo de errar.


3) GOVERNADOR: Para cada gênero preferido, um livro representante.
Vou eleger apenas três gêneros: romance, drama e comédia romântica.

Para romance, escolho o livro A Ira dos Anjos (Sidney Sheldon). O livro nos traz Jennifer Parker, uma advogada recém-formada, deixando o interior para iniciar sua carreira em Manhatan, Nova York, como assistente de um renomado promotor público, Robert di Silva. Jennifer é usada na sabotagem do importante caso que o promotor está cuidando e logo nas primeiras horas de trabalho, é acusada de envolvimento com a Máfia americana e corre o risco de ter a sua licença de advogada caçada. Jennifer não sabe como provar sua inocência e ainda tem que sobreviver na metrópole. É assim que se inicia o livro e a história se desenvolve sobre a brilhante carreira da protagonista, sua luta para vencer enquanto profissional em um ambiente dominado por homens, sua trajetória de sucesso conquistada com uma diversidade incrível de causas. Entre uma vitória e outra no tribunal, encontramos uma mulher que ama apaixonadamente um homem proibido, que é fiel aos seus princípios e desenvolve uma série de amizades maravilhosas.

Para drama, escolho O Caçador de Pipas (Khaled Hosseine): O livro nos traz Amir, um afegão que vive nos Estados Unidos há muito tempo até receber um telefonema de um amigo querido que já no fim da vida, pede para que ele volte ao Afeganistão para se despedir. Esta viagem representará à Amir a oportunidade de se libertar dos demônios da culpa de algo que ele fez quando ainda era um menino em Cabul, sua terra natal. A partir disto, Amir nos conta como foi a infância e a amizade dele com Hassan, filho de um criado da sua casa. Mais que isso, tanto Hassan quanto o pai eram tidos pelo pai de Amir como parte da família e conhecemos um Amir que transita entre ser uma criança egoísta e medrosa e um menino carinhoso e feliz.

Para comédia romântica escolho Tem Alguém Aí? (Marian Keyes). O livro é o quarto volume da série Irmãs Walsh e desta vez a protagonista é a Anna, a 4ª filha da família louca e muito divertida. Antes deste livro, vimos a Anna poucas vezes. Ela aparecia como uma lunática, meio hippie e com estilo alternativo de vida, mas agora a encontramos na casa dos trinta anos, vivendo em Nova York, com um trabalho que as irmãs e a mãe invejam porque ela representa uma marca famosa de cosméticos e tem acesso a muitas amostras grátis. O livro começa com alguns mistérios: Anna está se recuperando de uma série de ferimentos graves. No começo da narrativa, não sabemos como é que ela ficou neste estado, apenas que está se recuperando na casa da mãe e não consegue ter notícias do marido Aidan que está sem responder seus inúmeros telefonemas e e-mails. Anna decide voltar para Nova York e retomar sua vida e ao longo dos capítulos, tentamos encaixar uma serie de pistas que ela nos dá enquanto descreve sua vida atual mesclando com o passado e nos dando informações de como conheceu, se apaixonou e se casou com Aidan.

4) ESQUERDA: Um personagem que defenda os direitos humanos e a igualdade social.
O primeiro personagem que me vem à mente é o Jean Valjean de Os Miseráveis (Victor Hugo). A história deste personagem é bastante trágica, principalmente quando perde os pais ainda criança e é criado pela irmã. Quando ela fica viúva e com sete filhos para criar, ele começa a ajudá-la. Ao não conseguir emprego no inverno e desesperado, rouba um pão. É pego e condenado a cinco anos de trabalhos forçados, que, acrescidos de diversas fugas, tornam-se dezenove. Aos poucos ele percebe que quem cometeu um crime foi a sociedade, pois o prejuízo que causou não se compara ao que sofreu. Ele é expulso de todos os lugares pelo simples fato de ser um ex-presidiário, o único que o abriga é o bispo de Digne. Algo muda então na perspectiva de Jean e a partir disso, ele decide transformar a sua história. É um personagem tridimensional em um enredo muito forte que traz reflexões muito atuais, apesar de ter sido escrito há tanto tempo.

5) CONDUÇÃO COERCITIVA: Um autor que você gosta tanto, que quase força as pessoas a conhecerem.
Além de John Boyne e Marian Keyes, tenho verdadeira devoção pela Jodi Picoult, que nasceu e cresceu nos Estados Unidos. Estudou Inglês e Escrita Criativa na Universidade de Princeton e publicou dois contos na revista Seventeen enquanto ainda era estudante. Mas foram os livros Dezenove Minutos e A Menina que Contava Histórias que me fizeram amá-la para sempre. Super recomendo seus livros recheados de drama e muita argumentação técnica para tudo o que é desenvolvido no enredo.


6) PRESIDENTE: Um autor que você reconhece como autoridade em um determinado gênero.
É a linda e muito amada Julia Quinn. Ninguém neste mundo escreve romances de época como ela e eu sou muito fã de suas histórias e apaixonadas por seus personagens. Julia Quinn começou a trabalhar em seu primeiro romance um mês depois de terminar a faculdade e nunca mais parou de escrever. Seus livros já atingiram a marca de 10 milhões de exemplares vendidos, sendo mais de 3,5 milhões da série Os Bridgertons, publicada pela Arqueiro. Seus romances já foram traduzidos para 29 países e quem lê o gênero sabe que ela é uma verdadeira profissional. Meus livros favoritos dela são Um Perfeito Cavalheiro e Uma Noite Como Essa. Todos os elogios que ela recebe são mais que merecidos! 

7) DELAÇÃO PREMIADA: Um autor que você leu um livro, se decepcionou, mas que mesmo assim você vai dar mais chances, desde que ele coopere.
Foi a Robyn Car, autora do livro Virgin River - Um lugar para sonhar. Este livro foi adaptado para uma série da Netflix que amei muito, porém o livro é muito inferior a adaptação e isso me frustrou demais. O livro traz a Mel, uma enfermeira com especialização em partos contratada para trabalhar em um vilarejo chamado Virgin River, ao norte da Califórnia. Além do salário, foi prometida estadia em uma linda cabana no campo para Mel, porém quando ela chega a cidade após um contratempo na estrada, a linda cabana está imunda, caindo aos pedaços e impossível de ser habitada. Cansada e com fome, Mel vai parar no bar do Jack, um veterano da guerra do Iraque e logo formam uma amizade. Quero ler mais alguma coisa da autora para saber se ela suas histórias funcionam para mim em formato de livro ou apenas no audiovisual.

8) DIREITA: Um personagem que por se ver superior, minoriza os outros, pois para ele isso é um direito natural.
O personagem Morimoto do livro Herdeiras do Mar (Mary Lynn Bracht) atende este quesito com maestria e muita vilania também. O livro nos traz a história de duas irmãs, Hana e Emiko, em tempos diferentes. O livro começa em 1943, com Hana aos 16 anos, a mãe e outras mulheres da Ilha de Jeju, na ainda unificada Coreia. O mundo vive a segunda guerra mundial e a Coreia está sob o domínio do Japão. Em todo o país, as pessoas têm medo dos soldados japoneses que agem com violência e desrespeito como todo dominador. Hana e as mulheres de sua família fazem parte da tradição de mulheres Haenyeo, são mergulhadoras com uma prática intensa de apneia e conseguem mergulhar profundamente para pescar e sustentar suas famílias. Elas têm muito orgulho disso porque sabem que não precisam de homens para seguirem suas vidas e embora Hana tenha um pai trabalhador e honesto, sabe desde cedo que já tem uma profissão que pode dar a sua independência financeira se ela assim quiser. Isso muda quando Hana é sequestrada por soldados japoneses e é levada para longe de sua terra. No caminho, conhece Morimoto que sistematicamente começa um ritual de estupros e espancamentos em Hana, apenas por acreditar que é superior a ela.

9) IMPEACHMENT: Um autor que você até já leu, mas não adianta, não funcionou para você. 
É a E. L. James, autora da famosa série Cinquenta Tons. Li os dois primeiros livros desta série acreditando que melhoraria em algum momento, porém fui enganada porque, sem dúvida, eu não sou o público-alvo deste tipo de história. Nunca mais me interessei por suas histórias e já me desfiz dos livros que tinha, mas ela segue sendo muito amada por leitores ao redor do mundo.




Essas foram as minhas escolhas para essa tag séria e divertida ao mesmo tempo. Gostaram das minhas respostas ou escolheriam outros livros e autores para respondê-la? Deixe nos comentários quais seriam suas escolhas porque vou amar conferir.

Beijos

7 comentários:

  1. Ivi, eu adoro essas tags!
    Não sei qual foi o problema. Mas não dei sorte com a Marian Keyes. Tentei ler dois livros dela e abandonei. Mas ainda tenho muita vontade de conseguir ler alguma coisa, sempre vejo todo mundo elogiando. Acho que não era minha hora com essa autora. Os Miseráveis, que livro! Estou fazendo essa leitura agora.

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  2. Ainda não conhecia essa tag, achei super legal. Hahaha
    Já ouvi falar no livro Priest, meio que já imaginava a sinopse, mas confesso que essa capa dá um pouco de curiosidade, mas morro de medo porque esses livros mais hot precisam ser muito bem escritos pra me conquistar, o que é muito difícil acontecer.
    Os Miseráveis é muuuuuuito conhecido, ainda não tive a oportunidade de ler, mas depois dessa sinopse entrou pra minha lista.
    Sobre 50 tons, parabéns, viu? Você avançou muito ainda. Lembro que na época que só tinha bombado na internet, eu fui ler e me deparei com uma leitura com uma qualidade PÉSSIMA. Só li o primeiro até metade. Haha

    Amei a tag.

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  3. Amei a tag e suas respostas!
    Li Tem Alguém Aí?, e apesar de ser uma comédia romântica eu confesso que chorei, sim, eu sou uma manteiga derretida rsrs, eu acabei advinhando o mistério mas ficava o tempo todo pedindo para a autora não ter feito o que fez rsrs... Não vou comentar mais para não soltar um spoiler, mas esse livro me emocionou bastante! É lindo!
    Jean Valjean é um personagem admirável, amo Os Miseráveis, tenho uma edição velhinha que ganhei no tempo de escola, não vendo nem troco, mas eu babo por essa capa dessa edição! 😍
    Gosto da escrita da Julia Quinn, li uma série dela e gostei bastante, Um Perfeito Cavalheiro é também um dos meus livros favoritos dela.
    Não conheço a escrita da E. L. James, e sinceramente nunca me interessei em ler a série Cinquenta Tons... Abraços!

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  4. Olá!
    Essa tag é super criativa e a gente pode pensar em muitas coisas legais para responder as perguntas, né?
    E mulher, não sei como não tinha ouvido falar de Priest, mas esse com certeza teria exemplares queimados em praça pública ne rsrsrsrs. Acredito que a obra deve ter um teor crítico se levarmos em consideração os escândalos que envolvem a igreja católica, logo deve ser bem reflexivo.
    E eu só li Tem Alguém Aí da Marian e ADOREI. Realmente é muito engraçado e entrega uma mensagem linda. Quero conhecer mais da família Walsh.
    Beijos.

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  5. Olá Ivi!
    É a primeira vez que vejo essa Tag e ela não poderia ser mais atual! Aqui vão minhas respostas:
    1 Não costumo stalkear autores mas fico de olho em cada livro que Júlia Quinn e Jojo Moyes lançam.
    2 Com certeza os livros eróticos entram aqui, principalmente os mais apimentados, mas esse do padre supera todos eles #choquei
    3 Romance: Teto para dois, Fantasia: Trono de Vidro, Romance de época: De repente uma noite de paixão
    4 Nunca li Os miseráveis mas já me emocionei com a história de Jean
    5 Eu sempre indico os livros da Angie Thomas, ela é sensacional!
    6 JQ é a rainha dos romances de época mesmo, mas também posso citar aqui Rick Riordan que arrasa nas releituras de mitologias.
    7 Jenny Colgan, não gostei do livro A padaria dos finais felizes, mas vou dar uma chance para outro livro da altora
    8 Acho que o meu querido Maven Calore se enquadra nesse quesito
    9 George Orwell, 1984 foi uma das poucas leitura que larguei, a escrita do autor não serviu pra mim.
    Beijos

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  6. Adoreeei a criatividade da TAG! Eu fiscalizo muito os passos do Stephen King, de vez em quando ele publica umas coisas geniais no Twitter. Meus gêneros preferidos são suspense, romance policial e distopia. No suspense, escolho A Grande Ilusão (Harlan Coben). No romance policial, escolho Garota Exemplar (Gillian Flynn). Na distopia, escolho Jogos Vorazes (Suzanne Collins). Um autor que eu gosto tanto e forço as pessoas conhecerem é, definitivamente, o Harlan Coben (amo demaissss). Enfim, amei a TAG!

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  7. Amei a tag, mas ultimamente não tenho fiscalizado nada. Curti muito as associações, e vejo que precisa ter muita paciência çara isso. Parabéns!
    Gostei por ter colocado a Ira dos Anjos, e como é legal relembrar essa história.

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