17.7.20

O Conde de Monte Cristo (Alexandre Dumas)

Ficha Técnica:
Nome Original: Le Comte de Monte-Cristo
Autor: Alexandre Dumas
País de Origem: França
Tradução: Herculano Villas Boas
Número de Páginas: 1304
Ano de Lançamento: 1803
ISBN-13: 9788544001516
Editora: Martin Claret

Oi gente que ama livros, hoje venho com a resenha do 48º livro lido em 2020 e foi O Conde de Monte Cristo (Alexandre Dumas). Fiquei tão empolgada com a experiência de ler um calhamaço que decidi ler outro e escolhi uma história bem conhecida, mas que eu ainda não tinha lido o livro.

O livro nos traz Edmond Dantes, um jovem de 19 anos, marinheiro, que retorna para reencontrar o pai e a noiva, Mercedes Herrera após meses viajando a bordo do Faraó. Após a morte do capitão do navio, ele é designado a ser o próximo capitão do Faraó, porém, Edmond era alvo de inveja tanto pelo futuro promissor como marinheiro quanto pelo amor da bela Mercedes. Ingênuo, Edmond foi uma presa fácil para a inveja de Fernand Mondego, Danglars e Villefort. Fernand Mondego era primo de Mercedes e apaixonado por ela, o que faz de Edmond seu rival, enquanto Danglars o invejava por ter sido indicado como capitão do navio, cargo que Danglars queria. Juntos, os dois tramam contra Edmond ao escrever uma carta denunciando-o. Na carta, inventaram que Edmond era um espião de Napoleão Bonaparte, um crime grave na época em que a França estava sob o poder dos realistas. A denúncia talvez não tivesse sido levada a sério se não tivesse caído nas mãos do promotor Gerard de Villefort. O promotor não tinha nada contra Edmond, mas tinha que mostrar pulso forte contra os bonapartistas como disfarce e proteção a seu pai, que contrabandeava informação a favor de Bonaparte.


Protegendo a si e ao próprio pai, Villefort não se importou com a inocência de Edmond Dantes e o condena na prisão do “Castelo de If”, onde diziam que ninguém nunca conseguiu escapar. Na prisão, Edmond Dantes conhece o padre Abade Faria que cava um túnel na tentativa de fugir, mas vai parar na cela dele. Os dois se tornam amigos e juntos tramam a fuga da prisão. Enquanto isso, o padre ensina muitas coisas a Edmond como literatura, ciências e até outros idiomas. Na prisão, os guardas chamavam Abade Faria de louco, por dizer que existiam um tesouro escondido no Monte-Cristo. Contudo, Abade Faria morre de um acidente vascular cerebral antes de colocarem em prática a fuga. Enquanto isso, os malfeitores de Edmond Dantes viviam bem, especialmente Fernand Mondego que convence Mercedes Herrera de que Edmond estava morto e a convence a se casar com ele. Como resultado nasce Albert de Morcerf.


O livro se desenvolve em Edmond retornar e se vingar de todos aqueles que contribuíram para que ele perdesse anos valiosos de sua vida, bem como a perda de seu grande amor.

A obra é cheia de reviravoltas e recheada de romance, política, drama, intriga e traição. Cada personagem foi minuciosamente bem construído, com fortes personalidades. Mesmo tendo como foco o protagonista Edmond e seus inimigos, outros personagens secundários surgem e acrescentam uma dose de terror e aventura a obra. Embora o livro não pertença a uma categoria de realismo, faz um ótimo trabalho retratando Paris e a aristocracia hipócrita do século XIX.

O fio condutor da narrativa é o desejo de vingança de Edmond e ele acredita desde o princípio que a morte não é o melhor castigo. Na obra, a vingança só é plena e válida quando causa muito sofrimento e dor aqueles que praticaram o mal, mas também traz mensagem de esperança de que dias melhores sempre virão. Mesmo que esteja nos momentos mais difíceis, é necessário o sofrimento extremo para poder usufruir de uma extrema felicidade.

Embora o livro seja imenso e tenha sido escrito em 1844, a linguagem é extremamente simples e fluida e bastante divertida em muitas partes, ainda que o sofrimento esteja bem presente nas situações vividas pelo protagonista.

Eu adorei essa leitura e Edmond se tornou um personagem que entrou no meu coração para todo sempre. Sua trajetória e determinação são inspiradoras, ainda que questionáveis.

Amei demais!!!



Um pouco sobre o autor: Dumas Davy de La Pailleterie foi um romancista francês nasceu em 24 de julho de 1802, e faleceu aos 68 anos, em 5 de dezembro 1870, França. Alexandre Dumas começou sua carreira literária escrevendo artigos para revistas e peça teatrais. Em 1829, produziu sua primeira peça, Henrique III e sua Corte, que foi um grande sucesso. Alguns dos seus livros publicados no Brasil são:
    • Mary Stuart, a Rainha da Escócia
    • O Conde de Monte Cristo
    • O Quebra-Nozes
    • As Aventuras de Robin Hood
    • O Conde Negro
    • Os Três Mosqueteiros

7 comentários:

  1. Eu tenho a edição de luxo dessa obra e nunca encarei justamente por ser enoooorme! Mas um dia eu serei corajosa como você! Ja vi varios filmes, mas ler de fato, ainda fico devendo.
    Adorei sua resenha e seu ponto de vista sobre a obra. Parabéns!
    beijinhos

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  2. Oi, Ivi.
    Acho essa edição linda demais.
    Eu tenho esse livro aqui em ebook e quero fazer a leitura assim que eu tiver uma folguinha... Não tenho mais pique de carregar um livrão desses por aí!! Rs...
    Adorei saber mais sobre sua experiência e agora quero conhecer o Edmond! rs...
    beijos
    Camis - blog Leitora Compulsiva

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  3. Olá, tudo bem? AH como tenho grande curiosidade com essa história! Acho essa edição muito linda, apesar de ter outra da editora recente que também namoro. Gostei de saber que apesar de ser considerado clássico, ele tem uma escrita fácil de acompanhar. Quero muito conhecer o enredo! Ótimas fotos e resenha!
    Beijos

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  4. Oi, Ivi!
    Eu lembro que durante a escola, eu li aquelas versões mais curtinhas desse livro e também lembro que tinha achado interessante. Mas depois de um tempo eu perdi a vontade. Acho que o número de páginas me assusta um pouco.
    Adorei a sua resenha.
    Bjss

    http://umolhardeestrangeiro.blogspot.com/2020/07/resenha-escuridao-total-sem-estrelas.html

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  5. O primeiro contato que tive com essa história foi através do filme de mesmo nome. Na época quando descobri que o filme era baseado em um livro fiquei super empolgada, mas hoje em dia não lembro quase nada do enredo. Depois que vi sua postagem sobre esse livro no Instagram me inspirei e já separei ele no kindle para ler, será uma de minhas próximas leituras. E mais uma coisa, amei essa sua versão, é lindíssima.

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  6. Oi, tudo bem? Ah que legal saber um pouco mais sobre esse clássico. Soube do livro recentemente e fiquei bem curiosa. Assisti o filme e achei a história bem escrita. É um dos favoritos da minha mãe. Lembro dela falar sobre várias vezes. Que bom a escrita ser simples e fluida. Um abraço, Érika =^.^=

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  7. Oi Ivi, tudo bem?
    Um dos muitos clássicos que eu ainda não li, mas planejo faz eras, kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk. Ainda mais porque desse autor ainda não li nada, só do filho dele que li "A Dama das Camélias", que na época eu amei apesar da tragédia toda presente no livro.
    Um beijo de fogo e gelo da Lady Trotsky...
    http://www.osvampirosportenhos.com.br

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