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Becoming Calder (Mia Sheridan)


Oi gente que ama livros, hoje venho com a resenha do 10º livro lido em 2015 e foi BECOMING CALDER (Mia Sheridan). Depois que eu conheci o trabalho da Mia Sheridan através do livro ARCHER'S VOICE e fiquei encantada, desejei conhecer mais da autora e a oportunidade veio com BECOMING CALDER e mesmo sem saber muita coisa do livro, me joguei na leitura sem medo.

O livro nos conta a história de uma comunidade chamada Acadia que vive de forma alternativa no estado do Arizona nos Estados Unidos. Eles não possuem nenhuma tecnologia, vivem sob rígidas leis morais e acreditam em 12 deuses. São liderados por um homem chamado Hector que prega baseado em um livro sagrado que o mundo sofrerá uma grande inundação e que eles sobreviverão se seguirem suas ordens.

Dentro desta comunidade conhecemos Calder, um garoto inteligente que nasceu em Acadia e não conhece nada do mundo lá fora, ele é o melhor amigo de Xander, um garoto na mesma condição que ele e ainda criança, ele conhece Eden, uma menina que é levada para Acadia com apenas 8 anos e ela será a esposa de Hector quando completar 18 anos.

Eden vive em Acadia longe de todos por ser considerada como se fosse uma deusa, mas vez ou outra ela consegue fugir das muitas babás que ela tem e assim, a amizade entre ela e Calder se desenvolve. Calder e Eden se encontram sempre em uma nascente de água. Calder tem um talento natural para desenhar e assim, Eden lhe traz papel e lápis enquanto ele a ensina coisas como matemática e história. Como é de se prever desde a primeira linha do livro, Eden e Calder se apaixonam e terão que enfrentar todo um sistema, bem como uma fé cega, para ficarem juntos.

O romance do livro é delicioso de se ler. A maneira como Eden e Calder se aproximam é natural, bem desenvolvido, forte e muito bonito. Não é de um dia para o outro e isso dá muita credibilidade para a história. Mia Sheridan possui uma forma muito sensata em descrever as cenas intimas do casal o que na minha opinião sempre agrega inteligência à história. Ela não faz uso de palavrões ou expressões vulgares para expressar o desejo entre um casal e ainda assim, tenho certeza que arranca suspiros dos leitores. Em contrapartida, alguns temas abordados no livro não são esmiuçados e eu senti a história ficar apenas na superfície.

O livro é o primeiro de uma duologia e possui aquele tipo de final que se você não tiver a sequência em mãos é capaz de ter um ataque do coração, porque o livro se encerra em um momento crucial da história e é muito tenso.

Eu gostei bastante do livro e da originalidade da premissa. A autora construiu os personagens de forma marcante e bem elaborada e a reviravolta no final é muito emocionante, mas em alguns aspectos eu fiquei decepcionada e espero que o segundo livro traga as explicações das quais eu senti falta no texto.

A narrativa do livro se desenvolve em primeira pessoa sob a perspetiva de Calder e Eden  e ainda que esta maneira seja bem usada na literatura contemporânea, não é desgastada durante a história.

Estou com muitas expectativas para a sequencia.

Recomendo o livro para quem gosta de uma história de amor com aventura. A autora tem uma escrita viciante e isso torna a leitura muito fluida ainda que o gênero não seja uma unanimidade. Particularmente como eu aprecio romances, foi uma leitura muito gostosa para mim.
- Há mais botas esmagadoras no mundo do que baratas.
- O problema é que as baratas podem sobreviver ao fim do mundo. As botas não... página 9

Um pouco sobre a autora:  Mia Sheridan nasceu nos Estados Unidos, onde mora com seu marido e seus filhos. No Brasil ainda não temos nenhum livro dela publicado.

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