A Mulher com a Estrela Azul (Pam Jenoff)

quinta-feira, 13 de outubro de 2022

Ficha Técnica:

Nome Original: The Woman with the Blue Star 
Autora: Pam Jenoff
Tradução: Alda Lima
País de Origem: Estados Unidos
Número de Páginas: 304
Ano de Lançamento: 2021
ISBN13: 9780778389385
Editora: Harper Collins
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Oi gente que ama livros, hoje venho com a resenha do 82º livro lido em 2022 e foi A Mulher com a Estrela Azul (Pam Jenoff). Vi a indicação deste livro no canal Livros e Fuxicos da Paola Aleksandra e fiquei animada com a leitura, que traz a segunda guerra mundial como pano de fundo histórico e eu gosto muito de livros com esse recorte histórico.

O livro nos traz a Sadie Gault, de 18 anos em 1942, vivendo com os pais em um gueto da Cracóvia, na Polônia, criado para as famílias judias. Oficiais nazistas começam a invadir as casas e bloquear as ruas, o que força Sadie e sua família a fugirem e se refugiarem na rede de esgoto, mas logo eles passam a enfrentar um risco ainda maior vivendo nos túneis do subsolo da cidade. Então, certo dia, ao olhar para a rua pela grade do esgoto, Sadie vê uma jovem comprando flores. Ela é Ella Stepanek, que, mesmo sob o regime nazista, vive tranquilamente graças às alianças da madrasta com os alemães. Ella avista Sadie e decide ajudá-la. Logo, as jovens se tornam amigas, ainda que de maneira improvável. Contudo, os perigos da guerra ficam cada vez mais graves, o que as coloca em sérios riscos.

Narrado em primeira pessoa pelas perspectivas de Sadie e Ella, o livro se desenvolve exatamente mostrando como o nazismo trouxe uma onda de terror em diversos países europeus, nesse caso na Polônia, principalmente para judeus. Logo temos um vislumbre do medo que a família de Sadie enfrenta. Esse temor é perceptível na narração de Sadie e nos diálogos, é um choque de realidade para o que a autora está prestes a contar.

Do outro lado, conhecemos Ella e como ela enfrenta esse momento não sendo judia e tendo de conviver com a perda recente do pai e com os acordos que a madrasta faz com os alemães para se beneficiar. É óbvio o contraste entre as vidas de ambas – uma vive sob o medo de que ela ou a família sejam presas a qualquer momento e a outra enfrenta problemas “comuns”.

Logo depois do ataque dos alemães ao gueto, a família de Sadie se muda para o esgoto e é quando a história ganha um outro ritmo. Contudo, o que me marcou foi o fato desse medo continuar. Pior ainda: esse temor dos nazistas é muito maior do que enfrentar os perigos de se viver em um local deplorável e inadequado como os esgotos. Ainda mais marcante é o fato de a mãe de Sadie estar grávida.

Para mim, ficou clara a intensão da autora de mostrar explicitamente o temor, em especial dos judeus, de se viver sob o regime nazista. É um medo palpável, que emociona, mas também deixa o leitor tenso. Portanto, desde o início, isso fica claro para o leitor e são criados momentos de tensão a cada capítulo, em especial nas partes de Sadie, obviamente. No caso de Ella, sua narrativa é mais focada na convivência com sua madrasta e sua casa tomada por alemães e na sua iniciativa de ajudar Sadie como puder.

É difícil vermos um livro como esse ter reviravoltas. Mas Pam Jenoff consegue surpreender. Conforme o livro avança, as coisas ficam mais intensas e tensas. Ela cria uma expectativa no leitor de que algo está para acontecer e mudar tudo o que lemos até então. Quando tudo acaba, aquela semente que foi plantada no início do livro faz todo sentido. Gosto disso em um livro, a autora surpreende na medida certa.

Enfim, recomendo muito que as pessoas leiam esse livro, mas mais do que isso, leiam romances históricos que retratam as Grandes Guerras – principalmente esse, inspirado em histórias reais. Acho que é uma fonte inesgotável de personagens da história do mundo e de como as guerras foram horríveis como foi para a Sadie, mas também havia pessoas como Ella, que buscavam o bem.

Eu gostei muito!!!



Um pouco sobre a autora:
Pam Jenoff nasceu em Maryland e cresceu nos arredores da Filadélfia. Ela frequentou a Universidade George Washington, em Washington, DC, e da Universidade de Cambridge, na Inglaterra. Ao receber seu mestrado em História pela Cambridge, ela aceitou o cargo de assistente especial do secretário do exército. A posição proporcionou uma oportunidade única para testemunhar e participar nas operações nos níveis mais altos de governo, incluindo a ajudar as famílias das vítimas Pan Am voo 103 assegurar o seu memorial no cemitério nacional de Arlington, observando-se os esforços de recuperação no local do atentado de Oklahoma City e assistir a cerimônias para comemorar o quinquagésimo aniversário da Segunda Guerra Mundial em locais como Bastogne e Corregidor. Na sequência de seu trabalho no Pentágono, Pam mudou-se para o Departamento de Estado. Em 1996, foi atribuída ao consulado dos EUA em Cracóvia, Polônia. Foi durante este período que Pam desenvolveu a sua experiência em relações polonesas, judaicas e sobre o Holocausto. Trabalhando em questões como a preservação de Auschwitz e a restituição da propriedade judaica na Polônia. Pam deixou o Serviço Estrangeiro em 1998, para estudar direito e se formou na Universidade da Pensilvânia. Ela trabalhou durante vários anos como advogada do trabalho, tanto em uma empresa e em casa, na Filadélfia. Hoje ensina na faculdade de direito da Universidade Rutgers.

Seus livros publicados no Brasil são:

    • A Mulher com a Estrela
    • As Agentes Secretas de Paris
    • O Menino do Vagão
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Ivi Campos

46 anos. De todas as coisas que ela é, ser a mãe do André é a que mais a faz feliz. Funcionária Pública e Escritora. Apaixonada por música latina e obcecada por Ricky Martin, Tommy Torres, Pablo Alboran e Maluma! Bookaholic sem esperanças de cura, blogueira por opção e gremista porque nasceu para ser IMORTAL! Alguém que procura concretizar nas palavras o abstrato do coração.




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