23.7.21

A Rainha do Castelo de Ar (Stieg Larsson)

Ficha Técnica:

Nome Original: De vrouw die met vuur speelde: deel een
Autor: Stieg Larsson
País de Origem: Suécia
Tradução: Dorotée de Bruchard
Número de Páginas: 685
Ano de Lançamento: 2001
ISBN-13: 9788535915204
Editora: Companhia das Letras
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Oi gente que ama livros, hoje venho com a resenha do 50 livro lido em 2021 e foi A Rainha do Castelo de Ar (Stieg Larsson). Este livro foi a minha terceira escolha para a Maratona de Releituras de 2021 e é o terceiro livro da saga Millennium que chegou aqui no Brasil como uma trilogia, pois o autor faleceu quando apenas os três primeiros livros haviam sido concluídos. Após a morte dele, a saga teve continuidade com outro escritor. Apesar da morte prematura do autor, adianto que este livro tem sua conclusão neste volume, ainda que o universo seja imenso e tenha desdobramentos interessantes. Eu li este livro pela primeira vez em 2010, quando a trilogia foi uma febre imensa entre os leitores e fui infectada por esta onda. Em 2019 reli o primeiro livro, Os Homens Que Não Amavam as Mulheres, em 2020 reli o segundo, A Menina que Brincava com Fogo e agora reli o terceiro.

Esta resenha possui spoilers dos volumes anteriores.

O segundo livro termina com Lisbeth Salander baleada e encontrada por Mikail Blonkvist após uma caçada que levou quase seiscentas páginas para chegar ao final. Lisbeth foi acusada de assassinato e certo de sua inocência, Mikail revirou a Suécia a fim de encontrá-la e ajudá-la. 

O terceiro livro começa com Lisbeth dando entrada no hospital e apesar da bala ter atingido a sua cabeça, ela tem uma segunda chance pelas mãos de um excelente cirurgião e o livro se desenvolverá em provar para as autoridades que ela é inocente. Vale lembrar que Lisbeth é uma mulher pouco sociável e com muitos motivos para não confiar nas autoridades, então esse processo e seu julgamento serão como uma missão dificílima para Anikka, a advogada que defenderá Lisbeth.

Quando eu li a trilogia pela primeira vez, fiquei fascinada com a capacidade do autor em desenvolver personagens que você ama apaixonadamente, mesmo não sendo pessoas perfeitas. Tive a mesma reação ao reler, pois Lisbeth e Mikail são pessoas que questionamos o tempo todo se merecem nossa empatia, entretanto é impossível não se importar com eles e por isso queremos de todas as formas que eles se saiam bem nos seus objetivos. 

Lisbeth tem sua mágoa pessoal por Mikail e saber que ele está fazendo de tudo para salvá-la a deixa desconfortável. Ter que abrir sua vida para o júri e contar seus segredos também desperta um sentimento estranho no leitor, pois entendemos o fato dela não confiar na justiça e todos esses motivos são muito bem expostos durante a narrativa. Este enredo tem um dos julgamentos mais bem escritos e envolventes da literatura, algo que faz com que o leitor se sinta na sala do tribunal e confira cada palavra, da promotoria ou da defesa, o que torna a leitura visceral.



Sou muito fã da trilogia e mais uma vez, fiquei muito envolvida com a trama, mesmo sabendo como seria concluída. Ainda que eu esquecesse um ou outro detalhe, não me senti menos investida na história. 

Eu sempre tive certeza que não tinha necessidade de seguir lendo os livros que continuam a história dos personagens sob a mão de um outro escritor, mas confesso que gostei tanto de reler este livro que tive curiosidade e estou levemente inclinada a lê-los. Mais pela necessidade de estar mais um pouco com os personagens do que por querer saber o que acontece com eles. Qualquer enredo com Lisbeth e Mikail merecem atenção e acho que agora estou pronta para ler mais sobre eles.

De um modo geral, a trilogia é muito original e consistente e este livro em particular, traz um encerramento digno e forte para a trama que o autor pretendeu contar. 



Se você gosta de livros com investigações e suspense, esses três primeiros livros são impressionantemente bons. Eles trazem todos os elementos do gênero, com personagens que ganham seu coração por completo e em um cenário que adorei conhecer.

Amei reler!


Um pouco sobre o autor:
Stieg Larsson nasceu em 1954 e faleceu em 2004. Foi fundador e editor-chefe da revista sueca Expo, que denuncia grupos neofascistas e racistas. Especialista na atuação das organizações de extrema direita em seu país, é coautor de Extremhögern, livro que coloca o assunto em evidência. Morreu em sua casa, vítima de um ataque cardíaco, pouco depois de ter entregado os originais dos romances que compõem a trilogia Millennium. 
Seus livros publicados no Brasil são:
    • Os Homens Que Não Amavam as Mulheres
    • A Menina que Brincava com Fogo
    • A Rainha do Castelo de Ar

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