24.3.21

Eclético Book Tag


Oi gente que ama livros, hoje venho com a Eclético Book Tag que tem como objetivo indicar livros de divergentes gêneros literários para que as indicações sejam ecléticas.

Vamos Conferir?

Opostos Favoritos. Livros completamente diferentes, mas favoritados mesmo assim.
O acerto de Contas de uma Mãe (Sue Klebold) e Suzy a as Águas Vivas (Ali Benjamin) são exemplos de dois livros que amei ler, mas pertencem a gêneros literários opostos. No primeiro, temos o relato da tragédia pelos olhos de Sue Klebold, mãe de Dylan Klebold, um dos atiradores responsáveis por aquele dia de horror em 20 de abril de 1999. É uma narrativa não ficcional, forte, que nos faz pensar sobre nossa vida e sobre nossas atitudes no trato com as pessoas. O segundo livro nos traz a Suzy, uma garota de 12 anos que acabou de perder a sua melhor amiga. Ela e Franny sempre foram amigas e apesar de tempos antes da Franny morrer afogada, as duas não estarem tão próximas, Suzy tinha uma ligação muito especial com ela. Além da dor do luto em uma idade tão vulnerável, Suzy não consegue entender a verdadeira razão da morte de Franny, porque para ela, seria impossível a amiga morrer afogada, uma vez que era uma excelente nadadora. Após uma visita ao aquário em um passeio escolar, Suzy começa a desenvolver teorias da causa da morte de Franny e acredita que a amiga pode ter sido picada por uma água-viva assassina.

Do clássico ao "bagaceira". Um livro aclamado e outro nem tanto assim.
Flores para Algernon (Daniel Keyes) é um clássico da literatura mundial e Subindo Pelas Paredes (Alice Clayton) é uma comédia romântica com uma dose grande de sensualidade na trama que também ocupa meu coração. O primeiro livro nos traz o Charlie, um homem de 32 anos com um severo comprometimento intelectual. Charlie tem Fenilcetonúria e por conseguinte, um Q.I. baixíssimo, mas uma enorme vontade de aprender e de “ser inteligente”. Sua grande motivação para aprender o torna a cobaia ideal para um experimento desenvolvido por cientistas em uma universidade: uma neurocirurgia capaz de aumentar a inteligência de um indivíduo. A experiência já foi realizada no rato Algernon e os resultados foram excelentes, então Charlie é submetido ao mesmo procedimento. No segundo livro, temos Caroline, uma mulher de 26 anos desfrutando de um momento incrível da sua vida: finalmente alugou um apartamento só para ela e vive um ótimo momento profissional, fazendo o que ama: ela é Designer de Interiores e embora sua vida emocional não esteja tão boa como o restante, afinal  não tem um bom encontro romântico há mais de 6 meses, ela está em paz consigo mesma. Porém na sua primeira noite no apartamento novo, é despertada no meio da noite por violentas batidas na parede e descobre que é o seu vizinho fazendo sexo animadamente. Embora irritada por não conseguir dormir, Caroline ignora o contratempo, mas a mesma coisa acontece nas noites seguintes e o vizinho barulhento tem uma parceira diferente a cada noite. Até que em uma noite, Caroline chega ao seu limite, confronta o batedor de paredes e uma certa hostilidade é criada entre eles.

Leio de tudo, mas esse tem mais: o gênero literário que predomina na sua estante.
Sem dúvida é o romance dramático. Adoro livros com história de amor que tragam temas difíceis como guerras, doenças terminais, separações ou situações deste tipo.

Já li de tudo, mas falta esse: um gênero literário que você ainda não leu, mas que quer muito começar a ler. 
Poesias e poemas. Embora já tenha lido no passado, faz bastante tempo que não leio livros exclusivamente de poesias ou poemas.

Amo e odeio: um livro queridinho, mas que tem alguma característica que, para você, foi desagradável. 
Eleanor & Park (Rainbowl Rowell) é um exemplo de amar a história e torcer muito pelos personagens, mas detestar o final aberto do livro, que nos traz a Eleanor, uma adolescente no primeiro dia de aula e como se a dificuldade da situação já não fosse o suficiente, Eleanor é a garota completamente fora do padrão: gorda, ruiva, cabelos sempre desgrenhados, muito pobre e veste roupas muito estranhas. Ela é o alvo fácil para a garotada popular da escola, do bairro, do universo fazerem bullying e logo no primeiro dia de aula, ela conhece o Park, que embora não pertença à turma dos populares e vencedores, é um garoto que se dá muito bem com todo mundo. Ele é um típico adolescente: adora revistas em quadrinhos, pratica artes marciais e ouve rock grande parte do tempo. Eleanor senta-se ao lado de Park no ônibus que os leva para a escola e todos os dias, eles são obrigados a ficar ao lado um do outro durante o trajeto. Com o passar dos dias, Park percebe que Eleanor lê os seus gibis com o canto dos olhos e começa a compartilhá-los com ela. Sem conversar ou fazer muitas perguntas, Park compartilha suas revistas e as músicas que ouve, cedendo o fone de ouvido para que Eleanor ouça as músicas que ele gosta. Inevitavelmente, eles se apaixonam, mas não é automático e sim gradual, passo a passo. Quando eles estão envolvidos, Park passa a ser piada na escola porque namora uma menina feia. Gosto do livro, menos do final escancarado que a autora deixou.

De tudo um pouco: um livro de um gênero predominante, mas que tem pitadas de outros gêneros na história.
 
O Outro Lado da Meia Noite (Sidney Sheldon) pode ser considerado basicamente um romance, mas é muito mais que isso. Com um cenário histórico bem explorado e muita sensualidade, o livro traz um enredo muito instigante com duas mulheres, Catherine e Noelle. Ambas nasceram na mesma época, uma em Chicago, nos Estados Unidos e a outra em Marselha, na França e acompanhamos as suas vidas desde o nascimento delas. Catherine foi uma criança inteligente que adorava o pai e se dava muito bem na escola. Não tinha muitos amigos, mas sua mente ganhava a admiração dos professores. Na adolescência teve autoestima baixa, e quando entrou na juventude, apesar de bonita e interessante, afastava os rapazes. Noelle foi tão mimada pelo pai que cresceu acreditando que era uma princesa e que todos eram seus servos, mas na verdade, ela era apenas a filha de um pescador e vivia de forma humilde com os pais. Ela era apaixonada pelo pai e fazia de tudo para agradá-lo e deixá-lo orgulhoso ao mesmo tempo em que não tinha grande intimidade com a mãe. Catherine abandona a faculdade e vai trabalhar em Washington, desembaraçando seu próprio caminho e tentando ser feliz da sua maneira enquanto Noelle depois de uma decepção familiar, foge para Paris e em seguida, sofre um outro golpe e se torna uma mulher fria, calculista e destinada a encontrar a felicidade na sua vingança pessoal. Catherine e Noelle nunca se encontram, porém ambas estão ligadas a vida uma da outra em função do amor destruidor que sentem pelo mesmo homem: Larry Douglas. 

A TBR da farofa: a meta literária do leitor eclético. Suas próximas leituras de livros diferentes.
Talvez minhas próximas leituras não estejam tão ecléticas assim, mas são elas:

    • Romance dramático – Talvez Agora (Colleen Hoover)
    • Drama Jovem Adulto – Garota em Pedaços (Kathleen Glasgow)
    • Romance Contemporâneo – Sex, Lies, And Online Dating (Rachel Gibson)
    • Fantasia adulta – Nona Casa (Leigh Bardugo)
    • Suspense – Cartada Final (John Grisham)
    • Romance de formação – O Jardim de Bronze (Gustavo Malajovich)

Espero que vocês tenham gostado da Tag. Alguns livros eu sempre repito e seguirei panfletando, outros eu nunca falei em tags, então ficou um misto de indicações novas e antigas. E quais seriam as suas respostas? Deixem nos comentários porque eu adorarei conferir.

Beijos

4 comentários:

  1. Oie, tudo bem ?
    Adoro tags e confesso que morro de vontade de voltar a fazer. Dos livros que citou acima, eu nao li nenhum.
    Mas me senti em casa quando encontrei Talvez Agora rsrs, eu li em inglês ainda há muitos e muitos anos atrás e confesso que preciso reler em português até pra ver se entendi tudo certo.
    Beijos

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  2. Oiiie!!! Gostei da tag e dos me interessei bastante pela da aguas vivas que aparece no primeiro tem... Eleanor e park tenho bastante curiosidade mais fico com emedo de me decepcionar
    bj
    https://quemevcbrubs.blogspot.com/

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  3. Oi Ivi, sua linda, tudo bem?
    Eu sempre fico impressionada com a criatividade de quem cria tags. Eu não sei como, mas uma sempre consegue ser diferente da outra. Essa ainda não conhecia e já adorei. E o que é muito legal nas tags é justamente poder conhecer livros, pegar indicações diferentes. Eu não li nenhum dos citados, mas flores para algernon está na lista lá do blog, uma das meninas ira resenhar. Adorei suas dicas.
    beijinhos.
    cila.

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  4. Oi!
    Gosto de tags, me faz relembrar de livros que adoro e talvez nem tanto assim. Sou eclética em leituras, mas o que menos gosto é biografia e autobigrafia, do resto leio tudo. Li "Subindo pelas paredes" não é um favorito mas li em um desafio, quero muito ler "Flores para Argenon está na minha lista, li alguns livros do Sidney Sheldon faz muitos anos e adoro sua escrita. Parabéns pelas tags, obrigado pelas dicas, bjs!

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