20.11.19

Juntos Somos Eternos (Jeff Zentner)

Ficha Técnica:
Nome Original: The Serpent King
Autor: Jeff Zentner
País de Origem: Estados Unidos
Tradução: Guilherme Miranda
Número de Páginas: 344
Ano de Lançamento: 2018
ISBN-13: 9788555340765
Editora: Seguinte

Oi gente que ama livros, hoje venho com a resenha do 82º livro lido em 2019 e foi Juntos Somos Eternos (Jeff Zentner). Depois da excelente experiência com Dias de Despedida, do mesmo autor, eu não podia esperar muito tempo para ler outro livro escrito por ele e corri para este em um misto de ansiedade, alta expectativa e coração na mão.

O livro nos traz três melhores amigos: Dill, Lydia e Travis, dando início ao que será o último ano do ensino médio deles juntos. Dill vive um momento horroroso da sua vida, seu pai era pastor de uma igreja que realizava rituais bizarros como segurar cobras venenosas e beber venenos, porém foi preso por outro crime: pedofilia. Infelizmente a reputação do pai complica a vida de Dill cada dia mais, pois precisa provar a todo momento que ele e o pai são pessoas diferentes. Travis também está longe de ter uma vida tranquila porque diariamente tem que administrar o desgastante relacionamento com o pai agressivo, perturbado e a sua válvula de escape se encontra na série de livros fantásticos pela qual é fissurado. Lydia vive entre o mundo da moda onde é uma blogueira super respeitada por não se enquadrar nos padrões e o futuro brilhante que a espera pela família que a apoia em todas as suas decisões e escolhas, porém, sabe que a cada dia está mais distante dos seus melhores amigos por não conseguirem compartilhar os mesmos planos para o futuro.


O livro se desenvolve na amizade entre eles e logo nas primeiras páginas sabemos que existe uma paixão de Dill com Lydia, algo que ele nem pensa em expressar porque acredita que mataria a amizade deles. Juntos, eles tentam se apoiar, adaptar suas realidades e sobreviver a este último ano.

A primeira coisa que me ganhou nesse enredo foi a narrativa. O autor é sensível, mas direto em desenvolver seus personagens e nos contar uma história que a qualquer momento pode nos arrancar lágrimas. Ao mesmo tempo, insere alguns pontos em que sorrimos, em um misto bem equilibrado de ficção e realidade. Sabemos que estamos lendo uma história, mas as cenas são tão críveis e reais que é capaz de identificarmos um ou outro personagem como alguém que pertença ao nosso dia a dia.


A maneira inteligente como o autor nos conta esse enredo, mesclando memórias e harmonizando-as com o presente, nos dá uma visão abrangente dos personagens e isso só aumenta nossa afeição por cada um deles.

A trama é dramática, caminha para o momento em que nos fará chorar e quando esse momento chega, não há escapatória. Fiquei um pouco chateada com o autor em algumas escolhas narrativas, mas ainda assim, o livro me trouxe uma experiência intensa e triste. Quando conclui a leitura, tudo o que eu queria era poder abraçar os três jovens e considerá-los meus amigos.

Sou incapaz de dizer qual dos dois livros lidos é o melhor porque são muito diferentes entre si, mas ao mesmo tempo, sua característica de escrita é muito incisiva e incomparável. Por isso, o desejo de ler outros livros dele é muito forte e sei que agora tenho um novo autor queridinho da vida.

Para quem gosta de drama com personagens adolescentes, o livro tem tudo o que o gênero promete. Mais do que isso, o livro traz uma série de reflexões pertinentes nos dias de hoje e sem dúvida, renderá uma leitura consistente para leitores mais maduros.

Eu amei!


Um pouco sobre o autor: Jeff Zentner começou escrevendo músicas. Cantor e guitarrista, já gravou com Iggy Pop, Nick Cave e Debbie Harry. Passou a se interessar pela literatura jovem adulta depois de trabalhar como voluntário em acampamentos de rock no Tennessee. Morou no Brasil por dois anos, na região da Amazônia, e hoje vive em Nashville com a esposa e o filho. Seus livros publicados no Brasil são:
    • Dias de Despedida
    • Juntos Somos Eternos
    • Sessão da Meia-Noite Com Rayne e Delilah

3 comentários:

  1. Ainda não conheço nenhuma obra do autor, mas fiquei sensibilizada pela história do Dill e do Travis, marcados pelos erros daqueles que deveriam protegê-los. Sempre que vejo histórias assim fico pensando no quanto nossas famílias são responsáveis pelas marcas que carregamos quando adultos.

    Espero que apesar de tudo eles consigam construir um futuro bom, que o autor não estrague o livro com uma realidade que nos deixe com o coração partido no fim.

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  2. Olá...
    Também me apaixonei demais por DIAS DE DESPEDIDA, sem dúvida, é um dos meus favoritos da vida! Ainda não tive a oportunidade de ler esse, mas, é claro, já anotei nos desejados... Gostei demais de saber que o livro possui a mesma qualidade do outro livro do autor.
    Bjo

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  3. Olá, tudo bem?

    Eu confesso que não conhecia o livro e o autor, mas de cara me chama atenção essa capa que ficou super legal. Essa parece ser uma história envolvente emocionalmente, deve ser uma boa leitura e gostei da resenha!
    Abraço!

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