25.7.19

Filme da Vez #102 O Rei Leão

FICHA TÉCNICA
Título Original: The Lion King
Ano de Produção: 2019
Lançamento no Brasil: 18 de julho de 2019
Duração: 118 minutos
Gênero: Aventura, Drama, Família, Musical
País de Origem: Estados Unidos
Classificação Etária: Livre
Direção: Jon Favreau
Elenco: Beyoncé Knowles, Chiwetel Ejiofor, Donald Glover, James Earl Jones, Seth Rogen, Alfre Woodard, Billy Eichner, Eric André, Florence Kasumba, John Kani, John Oliver, Keegan-Michael.
Sinopse: Simba idolatra seu pai, Rei Mufasa, e leva a sério seu futuro real. Mas nem todos do reino celebram sua chegada. Scar, o irmão de Mufasa e anterior herdeiro do trono, tem seus próprios planos. A batalha pela Pedra do Reino será repleta de traições, tragédia e drama, resultando no exilo de Simba. Com ajuda de uma curiosa dupla de novos amigos, Simba deverá descobrir como crescer e tomar o que é seu por direito.
Oi gente que ama livros, hoje venho com meus comentários sobre o que achei do live action de O Rei Leão.

O Rei Leão é uma das obras da Disney que talvez se possa chamar de universal. Entre gerações ou diversas localidades pode ser difícil encontrar alguém que nunca tenha ouvido falar da história de Simba. Talvez por isso seja tão complicado desviar o pensamento da obra original de 1994 para ver esta recriação do filme em 2019. São 25 anos separando as duas produções, com o desenvolvimento de técnicas de direção, produção e artes visuais que vão muito além do que mais de duas décadas passadas.


A proposta deste novo O Rei Leão era observar a obra original quase que cena por cena e transformá-la em uma animação fotorrealista, na qual os animais se comportam como animais, com seus trejeitos e movimentações. Neste contexto, O Rei Leão de 2019 está longe, bem longe, de ser considerada uma obra magistral como foi a animação de 1994. Pode ser ainda, aquém de obras menos robustas da animação, resumindo-se a uma recriação sem muito tempero daquela excelente comida de que se lembra da infância.

Antes de mais nada, é preciso posicionar o gênero ao qual este filme pertence. Trata-se de uma animação em computação gráfica, que busca ser o mais próxima possível da realidade. Chega a ser impressionante a movimentação e pequenas nuances das criaturas animadas em tela, o que cria momentos em que até parece que se está assistindo a um episódio de um programa qualquer do Animal Planet. Os animadores conseguiram realmente criar uma estética perfeita. 


O afastamento da obra original para esta nova produção foi a Disney querer que os personagens tivessem trejeitos realistas e isso acabou com o carisma deles, principalmente quando nosso querido Simba transpõe para a adolescência e se transforma em um leão genérico, sem expressão. O mesmo acontece com os parceiros Timão e Pumba que ficam totalmente apagados em detrimento do realismo de suas próprias ações.

Para deixar o longa mais realista, o diretor fez modificações em algumas cenas e adicionou outras na trama. Como um filme de 1994, O Rei Leão é um produto de sua época e como tal, um longa com ritmo mais lento que os da atualidade. Só que a versão de 2019 é ainda mais arrastada.


Contudo, a mudança mais drástica acontece nos momentos musicais. Também com foco maior em realismo, o longa deixa de lado toda a magia, surrealismo ou até mesmo o caráter estético típico de cenas musicais do cinema.

Diante da música “O que eu quero mais é ser rei”, não temos as cores vibrantes do original, nem mesmo as pirâmides de animais. Até mesmo em “Hakuna Matata” o caráter lúdico de Timão e Pumba com Simba fica de fora, apresentando somente um passeio dos personagens pelo novo ambiente que o leão não conhecia.


Tudo isso vai minando aos poucos o que O Rei Leão tem de mágico no seu original e transforma este longa em um monótono andar de animais com algumas cenas de ação. Sem carisma, a junção de todos estes fatores para deixar o longa mais realista cria também uma produção muito, mas muito pouco envolvente. Os personagens perdem completamente os trejeitos de personalidade que continham na versão original.

A começar pelo vilão Scar, que não é mais o típico vilão da Disney irônico e sarcástico e dá espaço a um leão somente triste e ressentido por ser jogado a escanteio no reinado da selva. As hienas também não têm o destaque merecido, o trio é rebaixado à liderança de Shenzi, sendo que as outras duas nem mesmo ganham nome no longa. 


Contudo, o ponto mais crítico é a cena derradeira de Mufasa. O que deveria ser um dos pontos mais emocionantes do longa, não convence nem de longe nesta versão, sendo uma curta cena incapaz de verter lágrimas dos espectadores como fazia O Rei Leão de 1994. Mesmo após a morte do personagem, a trama segue e o pesar não é sentido. A falta de cor, expressão e até trilha para esse momento faz dele tão simples como o restante do filme. 

Outro ponto interessante é como O Rei Leão atual toca mais no ciclo da vida, tema eternizado na música de Elton John e Tim Rice para o longa. Aqui, a representação da natureza como um balanço de si mesmo é muito bonita, tocante e até singela na cena em que um pedaço do pelo de Simba voa pela floresta. Afinal, O Rei Leão é sobre a vida em harmonia.

Resumindo: visualmente é lindo, a trilha sonora envolve mesmo sem grandes novidades, mas na minha opinião, é inferior ao seu original.

Trailer Oficial:


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